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Festival Coco de Roda Zumbi Olinda

Dança tradicional do Nordeste, o Coco de Roda tem sua origem na união da cultura negra com os povos indígenas no Brasil. Apesar de frequente no litoral, acredita-se que o Coco surgiu no interior, provavelmente no Quilombo dos Palmares e, a partir do ritmo originado da quebra dos cocos pelos escravos para a retirada da amêndoa, com sua dança e tradição musical cantada, tornou-se um modo privilegiado de transmissão e manutenção do conhecimento e da tradição popular.

No entanto, devido à sua origem nas camadas oprimidas e marginalizadas da nossa sociedade, o Coco sempre sofreu a discriminação dos meios de comunicação das classes dominantes. Assim, a difusão e a manutenção do Coco como expressão cultural deve-se unicamente à sua resistência.

É enfrentando essas dificuldades que os mestres coquistas passam grande parte de suas vidas sem apoio, apesar de sua arte, além de possuir valor histórico, é fruto de uma entrega incondicional e de uma riqueza cultural que persistente através dos tempos.

Jackson do Pandeiro, por exemplo, um dos artistas mais célebres do Coco, que começou sua carreira acompanhando sua mãe nas rodas de cocos enquanto tocava zabumba, morreu pobre e até hoje seu talento é desprezado pela grande mídia, apesar de ser referência nacional para vários artistas que alcançaram o estrelato.

O bairro do Guadalupe no Sítio Histórico de Olinda é um dos celeiros mais importantes do Coco de Roda no Brasil. Lá acontece há 15 anos, todos os meses, o projeto Sambada de Coco do Guadalupe, liderado por Beth de Oxum. Nesse mesmo bairro mora a Rainha do Coco, Dona Selma, que tem um trabalho reconhecido internacionalmente.

É a partir do trabalho de Beth de Oxum e Dona Selma do Coco que o Coco de Roda se valoriza em Pernambuco. A realização do Festival de Coco Zumbi Olinda vai celebrar toda essa de Dona Selma e Beth de Oxum. Junto com grupos e artistas pernambucanos e com a participação de Leci Brandão. Para celebrar a semana da Consciência Negra e a luta pela valorização de uma das manifestações mais representativas do povo de Matriz Africana brasileiro.

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