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Jornal iTEIA

20.11.2016 - 19h59

DEFICENTES AFRICANOS PEDEM SOCORRO NO CAMPO DA ORTHOPROTESIA

Deficientes físicos cabo verdianos pedem ajuda a profissionais, palestrantes e doadores para manter a Instituição

Roberto Leal

ampliar Solange Correia (Cabo Verde)
Visita ao Laboratório CENORF

Deficientes
físicos são presença entre as populações de todos os continentes, independente
de raça, cor
 ou religião e em África não é diferente, só para que
se tenha uma ideia, em Angola existem centenas deles, herança da guerra civil
que assolou o país por longos anos até sua independência em 1975, são as
vitimas dos campos minados que ainda existem pelo país; o que não é caso de
Cabo Verde, país da Costa Ocidental
E é através da Associação
Caboverdiana de Deficientes e CENORF – Centro Nacional de Ortopedia e
Reabilitação Funcional (
cenorf@sapo.cv)
que procuram recuperar cidadãos deficientes de membros inferiores e dentre
outras formas de deficiências, que fazendo um trabalho social de recuperação
desses deficientes para o enfrentamento diário da sobrevivência, da elevação da
autoestima, sejam eles portadores de deficiência de nascença ou acidentados.


 


Lá se
oferecem a esses cidadãos acompanhamento psicológico, de apoio fisioterápico,
como também a entidade mantem um centro de fabricação de prótese de membros
inferiores, a preço mais accessível que o praticado pelo mercado internacional,
em especial o mercado europeu ou latino americano, onde a entidade fazia à
aquisição anterior a implantação do seu próprio Centro. A Associação
Caboverdiana de Deficientes e o CENORF que está situado na localidade de Achada
São Felipe, na Cidade de Praia, mantém hoje o seu próprio Centro de fabricação
de próteses que se encontra sobre a coordenação do Dr. Kouma Kwami Aklotsoe
(kouma63@hotmail.fr), médico orthoprotesista – formado na Alemanha e que vem da
ENAM – Ecole National des Auxiliaire Medicaux, do Depmt Orthoprotesiste da
Université Lomé, na Republica Democrática do Togo.


 








 

O Dr.
Kouma chega para um período de seis meses de trabalho, contribuindo para o
desenvolvimento cientifico da orthoprotesia; período esse que a instituição
possa pagar pelos seus serviços; como também o centro conta com a
fisioterapeuta Drª. Dalva Correia que presta serviço de forma também
remunerada, através de uma dinâmica de recuperação de recentes implantados, que
tem como iniciativa ativar os movimentos após a colocação de membros postiços,
na pratica de exercícios e treinamentos nas mais diversas modalidades da
fisioterapia; a instituição atualmente se encontra na dependência da
contratação de um psicólogo, aquele profissional que trabalhe a autoestima dos
cidadãos recentemente admitidos ao tratamento e que procuram pelos serviços da
instituição por não terem condições de assim faze-lo de forma independente,
“aqui trabalhamos com crianças e adultos sem distinção, visamos a recuperação
daqueles que realmente querem voltar a se movimentarem, mesmo diante das suas
reais limitações” afirmou a Drª. Dalva Correia.


 


A
Associação Caboverdiana de Deficientes possui uma central de fabricação de
velas aromáticas dentro das suas dependências, denominada de “Projeto Lumiarte”
que é composto por um corpo de voluntários cadeirantes que fazem um serviço de
fabricação, que com a venda da sua produção tenha uma renda para ajudar na
manutenção da receita da instituição que vive orçada em quinze milhões de
escudos cabo-verdianos anuais e que no momento só conta com a ajuda do governo
que lhe oferece subsidio de apenas três milhões e oitocentos mil escudos
cabo-verdianos anuais, parte desse dinheiro é para compra de matéria prima para
a fabricação de próteses e a outra parte para a remuneração de profissionais,
tendo a entidade um déficit muito grande para que continue com o seu trabalho;
o INPS – Instituto Nacional da Seguridade Social e a Companhia Garantia de
Seguros, estudam a possibilidade de entrar com uma ajuda anual para que a
entidade não feche as suas portas e aumente a ajuda humanitária que oferece ao
povo cabo-verdiano.








 

 


 


O
presidente da entidade, o Sr, António Pedro Melo, que também é deficiente e
trabalha de posse de uma cadeira de rodas, não se entrega quando diz “esperamos
ajuda também do povo brasileiro, de especialistas voluntários, precisamos de
palestrantes e professores que possam vim a ter conosco e tragam suas
experiências, precisamos de doações de livros, revistas e publicações que nos
ensine a lidar com os avanços da orthoprotesia”. Outra pessoa importante para o
desenvolvimento e manutenção da instituição é o Sr. Alberto Afonso, também
deficiente, que usa muleta devido a sua deficiência de nascença, em um dos
membros inferiores, e que trabalha como administrador voluntário gerindo as
contas e arrecadação com as vendas das velas aromáticas fabricadas no próprio centro
“precisamos de cadeiras de rodas, muletas, matéria prima para fabricação de
velas e fôrmas para novos modelos e sabemos que no Brasil temos uma variedade
muito grande de fôrmas e modelos de velas decorativas e de lá esperamos uma
significativa contribuição” disse otimista Alberto Afonso. Contatos: +238 264
79 91 / +238 986 41 67 e-mail: betafonso26@yahoo.com.br

Publicado por: Roberto Leal em 20.11.2016 às 20h49
Tags: othoprotesia, deficientes, cenorf, amputados, protese
Canais: Políticas públicas

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