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Jornal iTEIA

29.08.2017 - 13h28

Reconhecer defeitos próprios é saída para crise

Paiva Netto

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Quando almejamos o apuramento das coisas, é imprescindível que
localizemos o que está errado, a começar no nosso íntimo, porquanto, se
não reconhecermos os nossos defeitos, como nos poderemos corrigir? Temos
basicamente de deixar de enganar-nos a nós próprios, sob o risco de
encenarmos, como protagonistas, este desabafo de La Fontaine (1621-1695): “A vergonha de confessar o primeiro erro leva-nos a muitos outros”.


Ora, isso se aplica a todos e a tudo para a melhor convivência global.


Tomemos como exemplo a atual crise. O capitalismo é uma sucessão
delas. O que está a exigir, agora mais do que nunca, além das medidas
técnicas corretivas, uma reforma que tenha como bandeira a dignidade, o
respeito à criatura humana. Do contrário, a próxima explosão da bolha
será muito pior que a da primeira década do século 21.


 


Erigir uma comunidade mundial mais responsável


Retificar esse costume doentio seria, digamos para argumentar, um
categórico primeiro passo para erigir-se, no decurso do terceiro
milênio, uma nova comunidade mundial mais responsável, portanto, com
menos repentinas crises, incluídas as financeiras e econômicas — embora
possível e ciclicamente armadas e previstas, pelo menos por aqueles que
vivem a tirar ganancioso proveito do que a multidão nem imaginava
acontecer. Junte-se a isso as proclamadas omissões e displicências de
certos governos a fomentar sequelas como a grave questão do desemprego; a
falta de uma melhor regularização e fundamentos econômicos sólidos; as
estimativas equivocadas da situação econômica; e as inefáveis cobiça e
arrogância, que têm sido o túmulo de tanta coisa apreciável que nem ao
menos teve tempo de nascer, para orfandade das massas. Como vaticinava o
Gandhi (1869-1948), “chegará o dia em que aqueles
que estão na corrida louca de multiplicar os seus bens na vã tentativa
de engrandecimento (extensão de territórios, acúmulo de armas, de
riquezas, de poderes...) reavaliarão os seus atos e dirão: Que fizemos
nós?”.


Por isso tudo, prefiro primeiramente confiar em Jesus, que o Mahatma,
indiano, mas acima de tudo universalista, tanto respeitava, assim como o
fazem os irmãos islâmicos. O Cordeiro de Deus não trai nem entra em
crise. Para nossa segurança, Ele havia-nos confortado, ao revelar:


“Eu sou o Pão da Vida; quem vem a mim de forma alguma terá fome; e
quem em mim crê jamais terá sede! (...) Eu sou o Pão Vivo que desceu do
Céu. Se alguém dele comer, viverá eternamente”
(Evangelho, segundo João, 6:35 e 51).


Ora, tudo neste planeta pode ficar além do controle dos homens, mas
nada escapa ao comando de Deus. Todavia, quando os seres humanos
verdadeiramente se reúnem com o fito de achar-se uma solução, mesmo que
para os mais espinhosos problemas, ela surge. Mas é “preciso que haja Boa Vontade”, consoante propunha o saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979), desde que não seja confundida com boa intenção, com a qual está calçado o inferno, como diz o povo.


 


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.


paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

Publicado por: Legião da Boa Vontade - LBV em 29.08.2017 às 13h55
Tags: jesus, crise, paiva neto, soluÇÃo
Canais: Educação

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