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Mais história...

Foi enquanto maracatu de baque solto que o Cambinda Estrela foi objeto de estudo do maestro César Guerra Peixe, um dos primeiros estudiosos a diferenciar as modalidades de maracatu bem como a respeitá-la em sua diversidade. As observações de Guerra Peixe em seu livro Maracatus do Recife atestam a importância do Cambinda no universo dos maracatus. Não obstante, como maracatu de orquestra, o Cambinda Estrela sofreu as mesmas pressões que existiram sobre esta modalidade rítmica, e que impeliram vários grupos para a mudança de baque, a exemplo do Indiano. Não se pode precisar com certeza quando esta mudança ocorreu, mas a transformação do baque não acarretou a desestruturação do grupo. O maracatu se re-configurou para acrescentar novos membros ao seu grupo, destacando-se a atuação do famoso carnavalesco Mário Miranda, também afamado pai-de-santo da comunidade do Alto Santa Isabel, mais conhecido como Maria Aparecida e carnavalesco famoso na cidade. O Cambinda Estrela, nesses anos, conquistou espaços, e alguns títulos. Nas décadas de 1960 e 1970 encontramos o Cambinda Estrela em atuação no carnaval da cidade, disputando concursos, ou mesmo sendo homenageado, a exemplo de Abelardo da Hora que em meados da década de 1960 tomou seu símbolo (o peixe) como motivo para a decoração carnavalesca da cidade do Recife.

O Cambinda Estrela foi perdendo seu brilho nos anos 1980, sobretudo após a morte do Sr. Tercílio e Dona Inês, que era a rainha. Em 1997, ressurgiu com sede em Chão de Estrelas, graças ao trabalho de um grupo de pessoas que congregava estudantes, pais e mães de santo e moradores das comunidades. Desde esse momento, o Cambinda Estrela abrigou uma variedade de terreiros e comunidades, expresso nos muitos que contribuíram para esta realidade: saudamos Pai Washington, Pai Gerivaldo, Pai Marivaldo, Mãe Telinha, Ivaldo Marciano, Irene, Jacira, wanessa, Ricardo e  muitos outros homens e mulheres que desde 1997 fazem do Cambinda Estrela o mais festeiro e lutador dentre os maracatus-nação do Recife.  Desde então o Cambinda Estrela tem conquistado títulos e admiração daqueles que gostam do maracatu,não só pelo brilhantismo de suas apresentações nas quais corte e batuque se integram harmonicamente, mas também porque o Cambina Estrela preza acima de tudo as pessoas que fazem o maracatu e as comunidades que o integram. É nesse sentido que o Maracatu Nação  Cambinda Estrela faz questão de ter diretoria constituída e atuante e não ter um dono que responda pelo grupo. Faz questão também de desenvolver ações sociais nas comunidades, principalmente objetivando garantir que os jovens que integram a nação não só participem da tradição dos maracatus, com aulas de batuque oferecidas gratuitamente durante todo o ano, mas que continuem estudando, e para isso desenvolve parcerias com escolas privadas na zona norte e no centro, que oferecem aos jovens bolsas de estudo, enquanto o maracatu trata de oferecer o suporte mínimo para que os jovens consigam estudar.  O Cambinda Estrela ainda atua vigorosamente nos movimentos negros da cidade, no conselho  da igualdade racial, e nos movimentos GLBTT. Afinal, o respeito às diferenças é fundamental, e a denúncia da desigualdade, imprescindível!

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Passo do Carnaval em 21.01.2008 às 11h48

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Este conteúdo tem 1 Comentários

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  1. RENATO DOS SANTOS comentou:
    em 12.04.2011 às 23:14

    gostaria de saber q são o mestre e a rainha do cambinda?



    obrigado e abraço

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