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Rede Globo e RBS adotam Software Livre, mas são autores e atores do AI-5 digital

Hoje dia 17 de Maio a Unesco declarou como o dia mundial da sociedade da informação (Internet), por isso, atendo a chamada para a megablogagem (escreva algo tamem ou comente), e que de repente senti uma vontade enorme de rascunhar sobre os meios de comunicações tradicionais, suas relações com o software livre e suas ocultas defesas, as vezes até quase difícil de perceber sobre o controle da internet.

Peguei dois objetos, a Rede Globo e sua representante no sul do país - a RBS -, por serem do mesmo grupo, por terem defendido a regime militar iniciada em 1 de abril de 1964 e a instalação do AI-5. Por estarem usando o software livre, por suas posturas em relação ao projeto da ditadura na internet, o AI-5 DIGTAL, e é claro por esse ser o ano da 1 Conferência Nacional de Comunicação, que esses veículos não querem que seja democrática.

“Depois da revelação de que o governo americano patrocinou, com armas e dólares, a implantação da ditadura de 64, um pesquisador se deu ao trabalho de coletar e divulgar na internet uma lista das manchetes e editoriais dos principais jornais brasileiros a partir de 1º de abril de 1964”. Leia em: http://blogdabrhistoria.blog.uol.com.br/

Se alguém dúvida ou acha pouco a Globo e a RBS terem apoiado a ditadura militar, e a instalação do AI-5 já é outro assunto. É um assunto de não aceitar a realidade e os fatos da história, mas não vou entrar nessa, porque o assunto é outro. Paras as(os) que desejarem verificar esses fatos, leia: “Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal" (O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução") e podem acessar as páginas: http://caraspintadasrs.blogspot.com/2009/04/rbs-e-autenticidade-do-golpe-de-1-de.html e http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15896

Recentemente o Ministério Público Federal acusou o Grupo RBS de formação de oligopólio privado e de representam interesses das classes economicamente dominantes no mercado da comunicação e da indústria cultural, onde tudo é mercadoria, o que é uma prática comum no Brasil por essas empresas de comunicação de massas centralizadoras, unidirecionais, e pouco interativas.

Com esses antigos hábitos, que por exemplo, o Grupo RBS ainda tem prejuízos nas suas operações na internet, segundo o site baguete: http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=33825

Já em 2006, a Rede Globo exibia programas na tv contra a internet. Claro que eles querem fazer isso. Achei esse post de 2006 num blog: “Rede Globo contra a internet” http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/59

No dia 14 de maio em SP foi organizado um ato contra o AI-5 digital, que contou com a presença de mais 300 pessoas e milhares de pessoas acompanharam pela rede. Um dia após o ato (15/maio) a globo veiculou um programa que trata da pedofilia e os perigos da internet, mas nada mencionou do nosso ponto de vista, que somos a favor do combate a pedófilos, mas sem instalar a ditadura.

Expor para além da sua opinião e de seus interesses nunca foi o forte da rede globo, que tem um histórico de criminalizar os movimentos sociais.

Segundo o Antonio Arles dos Anjos Junior, a televisão foi transformada em “espaço público” durante a Ditadura Civil-Militar e o Grupo Globo foi parte importante deste projeto (Apud Eugênio Bucci in: "Brasil em tempo de TV", 1997). A intenção dos militares era retirar dos espaços públicos “tradicionais” o povo, transferindo o espaço público de discussão e possíveis reivindicações para um espaço “controlado”. Um dos motivos que levam esses grupos conservadores – formados e/ou apoiados pelas oligarquias midiáticas – a ficarem do lado da criminalização das práticas livres na Rede é justamente este: tentar retomar o controle (monopólio) da opinião,mantendo a confusão entre o que é “opinião pública” e o que é “opinião publicada”.

A internet é o mais importante avanço tecnológico de nossa sociedade, que remodifica paradigmas sociais. “Ela não é apenas uma rede de computadores, mas sim uma rede de pessoas”. Esta rede foi desenvolvida com interatividade e colaboração, e ainda é em muitos aspectos caracterizando-se como um sistema de comunicação democrática, diversificada e plural, e por isso, a internet é uma ameaça para as grandes empresas da mídia.

Diante dessa realidade a mídia tradicional perde ibope quando as pessoas estão acessando a internet, e isso sinaliza o início do fim delas. Por isso tanto a Globo, RBS, Veja, Grupo Abril, etc são favoráveis ao AI-5 digital como estamos chamando. Veja essa matéria: “Internet provoca pânico na mídia tradicional” -     http://www.alcirlima.com.br/noticias/noticias.php?id=11

Como o desenvolvimento do software livre e da internet se confundem, porque um depende do outro,  quero aqui salientar com estranheza e curiosidade, que muitas pessoas acham que o simples fato da Rede Globo adotar software livre é importante. Mesmo, quando essa mesma empresa afirma na figura do gerente de desenvolvimento de software, Jacques Douglas Varaschim, que estão dispostos a futuramente abrir códigos de seus projetos, mas que, “antes precisam aprender muito mais.", ou seja, usam software livre para apenas economizar e lucrar mais, e nada colaboram com a comunidade. A empresa ainda participou do 9º Fórum Internacional Software Livre para recrutar talentos: http://fislold.softwarelivre.org/9.0/www/node/525 . Essa é uma prática cada vez mais freqüente nesses eventos. Recruta-se bons hackers que são respeitados nas comunidades de software livre, para facilitar o uso dos códigos abertos, e com isso, diminuem tempo e custos com o desenvolvimento de soluções.

Para mim, de nada adianta adotar e defender o software livre, e ao mesmo tempo, construir a ditadura na internet para garantir seus lucros. É a mesma coisa que defender o meio ambiente e jogar lixo em qualquer local ou defender os transgênicos.

No artigo “Tensões contemporâneas entre público e privado” - http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742005000100003&script=sci_arttext&tlng=pt o autor nos traz um pouco das transformações que a internet trouxe, e destaco: “Transformando-se rapidamente em instrumento vital para a produção, a segurança e a comunicação mundiais, a Internet está hoje no fulcro dos interesses econômicos e psicossociais; isso a coloca cada vez mais exposta aos lobbies de provedores, grupos internacionais de mídias, grandes corporações e governos, cada vez mais atentos e incomodados com a pretensa autonomia desse veículo, ainda fora de controle, que abre espaços inusitados a pessoas e idéias. Nessa sociedade em rede, no entanto, os grandes tendem a dominar os novos contratos e criam as regras para a inserção dos pequenos no mundo da interconexão. A nova forma de exclusão significa recusar-se a aceitá-las.”

Portanto, numa visão mais ampla, entendo que vivemos atualmente uma crise profunda da propriedade privada exclusiva, onde a propriedade intelectual e as patentes barram o livre conhecimento, que está presente e praticamente todas as áreas.

Por isso, concordo com meu amigo e sociólogo André Mombach  que defende: “De modo geral, as instituições sociais e políticas estão incorporando de maneira crescente preocupações com a produção de conhecimento e desenvolvendo a luta pela sua liberdade. Isto vem resultando na estruturação do Movimento pelo Conhecimento Livre que está se consolidando em escala global nas mais diferentes áreas. Software livre, bioconstrução, biomineralização, sementes livres, música para baixar são alguns exemplos de apropriação do conhecimento e dos processos tecnológicos para estruturação de novos movimentos sociais. Estes movimentos articulam lutas pela apropriação pública e coletiva da tecnologia e do conhecimento de modo a definir um caráter social, cultural, econômico e ambientalmente sustentável. Superam nesta perspectiva, as preocupações unicamente ambientalistas incorporando as dimensões sociais, econômicas, culturais, jurídicas e políticas.“

Por isso tudo, que estamos articulando ato contra a ditadura na internet o AI-5 digital, no dia 25 maio às 14h na Assembléia Legislativa do RS. http://www.internetlivre.org

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    Casa Cristal Quilombo do Sopapo em 17.05.2009 às 21h49

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