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Textos

Cinema acessível para todos

 


Projeto N Imagens
sensibiliza e qualifica  produtores de audiovisual sobre acessibilidade.
Nova instrução normativa da Ancine aquece o debate.


Imagine ir ao
cinema e entender só metade do que está se passando em cena? Essa é a sensação
de uma pessoa com deficiência visual e ou pessoa surda, ao experenciar uma obra
audiovisual sem acessibilidade. Debater essa situação, qualificar os
realizadores de produtos audiovisuais e universalizar esses projetos são os
principais objetivos do N IMAGENS – Formação em acessibilidade para o
audiovisual, que acontecerá entre os dias 24 a 27 de fevereiro, na Biblioteca Pública
do Estado.


O evento será
distribuído entre seminário, oficinas e sessão de cinema, com a abordagem de
temas que contemplam a poética da acessibilidade e a universalização dos bens
culturais. O primeiro dia (24) será voltado para o seminário com os seguintes
temas: A poética da acessibilidade Recursos adaptativos  ao audiovisual”,
“A tela como lugar de apreciação estética” e “A universalização do acesso aos
bens culturais”, além da exibição do longa “Simone” (2013), de Juan Zapata.
Todas as atividades serão transmitidas via internet e
terão os serviços de audiodescrição e Libras (Língua Brasileira dos Sinais).


A partir do segundo dia, o evento oferece duas
oficinas. A primeira ocorrerá entre os dias 25, 26 e 27/02, das 8h30 às 12h30,
com o tema Cinema acessível: Uma introdução às possibilidades da audiodescrição,
com a audiodescritora e roteirista Letícia Schwartz. E a segunda oficina
acontecerá no dia 26/02, das 14h às 18h, com o tema “Como fazer um filme
inclusivo - A educação visual da pessoa com deficiência visual para o cinema”,
com Bell Machado, audiodescritora e professora de história do cinema.


Toda a grade do evento é gratuita, entretanto,
quem deseja participar das oficinas deve encaminhar carta de interesse e
justificava para o e-mail seminarionimagens@gmail.com, trazendo
como título "oficinas" ou acessar o blog do evento www.seminarionimagens.wordpress.com, no qual
também é possível encontrar toda a programação e acesso ao perfil dos participantes.


Acessibilidade em questão


O N
Imagens já vem sendo organizado há quase dois anos, mas só agora pôde ser
concretizado, por coincidência próximo a
publicação da nova instrução
normativa (116 DE 18/12/2014) da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que
dispõe sobre as normas gerais e critérios básicos de acessibilidade a serem
observados por projetos audiovisuais financiados com recursos públicos federais
geridos pela Agência. Entre outras regras, a partir de agora, todos os projetos
de produção audiovisual financiados com recursos públicos federais geridos pela
Ancine deverão contemplar nos seus orçamentos serviços de legendagem
descritiva, audiodescrição e LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais.


De acordo com o mentor e realizador do projeto, Ednilson
Sacramento, filmes e programas de TV acessíveis são hoje uma raridade e isso se
deve também ao fato de o mercado não ter percebido que deixa de alcançar
milhões de potenciais consumidores (seis milhões de pessoas com deficiência
visual e 582 mil cegos, de acordo com censo de 2010).  “O grande vislumbre do evento é pautar a
nossa inserção na roda da cultura. Acredito que não teremos a nossa
‘acessolândia’ (todos os cinemas com filmes acessíveis) porque sabemos que essa
é uma caminhada longa. Entretanto, já saímos da estaca zero, pois a cada dia
temos mais pessoas interessadas em disponibilizar suas obras para todos os
públicos”, reflete o historiador e 
ativista pela inclusão à arte e cultura que perdeu a visão há cerca de
30 anos após uma retinose
pigmentar.


Para Letícia
Schwartz, que vai conduzir a oficina Cinema acessível: Uma introdução às
possibilidades da audiodescrição,  a nova
norma da Ancine já inverteu a busca pelo serviço de audiodescrição. “Até bem
pouco tempo, nós é que procurávamos os roteiristas e diretores, agora nós é que
somos procurados pelos realizadores de audiovisual para saber mais sobre o
serviço”, conta a audiodescritora, que é sócia da Mil Palavras, empresa que
realiza trabalhos em acessibilidade para produtos culturais.  De acordo com ela a estratégia para engrossar
o número de filmes acessíveis é as pessoas com deficiência  frequentarem em massa eventos como o N Imagem
e cobrarem para que ter o direito  acesso
a inserção cultural garantidos.


Um dos
grandes ganhos desse evento é possibilitar o encontro entre os produtores
culturais, realizadores do audiovisual, pesquisadores da audiodescrição e
público de audiodescrição. Para tanto, o projeto N IMAGENS reunirá
especialistas na área do audiovisual acessível como as pesquisadoras Letícia
Schwartz, de Porto Alegre (RS), Bell Machado, de Campinas (SP) além de
pesquisadores audiotranscritores  locais
como Sandra Rosa Farias, Manoela Cristina da Silva e realizadores ativos do
cenário cultural como o cineasta e diretor do Instituto Baiano de Radio Difusão
(Irdeb) José Araripe Jr. e o realizador audiovisual  Adriano Big. 


O N Imagens é um projeto possível graças ao apoio da
Fundação  Cultural  do  Estado da Bahia  através  do  EDITAL 18/2013 -
Setorial  de  Audiovisual  2014
em parceria com a SUDEF -
Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rede
Cultura e Saúde e Representação Regional do MINC para
os Estados da
Bahia e Sergipe.


Exibição


Dentro da
programação do seminário consta ainda a exibição do filme com audiodescrição
SIMONE, de Juan Zapata. A sessão acontece às 15 horas do dia 24 de fevereiro na
Sala Walter da Silveira e é aberta para o público, mesmo que não esteja
inscrito na programação do seminário ou oficinas.  O filme possui classificação indicativa de 16
anos.


 


Programação


Seminário
N IMAGENS - Formação em acessibilidade ao audiovisual Seminário, Oficinas e
Sessão de Cinema


Quando: 24/02/2015 das 08:30 às 17:30h


Onde: Sala de Projeção Biblioteca Pública do
Estado, Barris.


08h30 - Mesa de
abertura e Número artístico, com Helder de Carvalho


09:00h - Painel 1:  A
poética da acessibilidade- Recursos adaptativos 
ao audiovisual


Com Manoela Cristina da Silva, coordenadora do grupo Tradução,
Mídia e Audiodescrição (TRAMAD);  Letícia
Schwartz , audiodescritora e sócia da empresa Mil Palavras Acessibilidade
Cultural; Sandra Rosa Farias,  professora
da Uneb e membro da TRAMAD.


10h30 - Painel 2:  A tela
como lugar de apreciação estética


Palestrantes: Jose Araripe Jr. - Diretor Geral do IRDEB/TVE-BAHIA
e Adriano Big - Diretor e roteirista.


13h25 - Painel 3:  A
universalização do acesso aos bens culturais


Palestrantes: Bell Machado – Professora de história do cinema,
audiodescritora e especialista em acessibilidade cultural/UFRJ;   Ednilson Sacramento, coordenador do N
Imagens, bacharel em Humanidades e presidente do Conselho Municipal da Pessoa
com Deficiência de Salvador.


15h00 - Exibição do filme Simone, com audiodescrição, de Juan
Zapata, na sala Walter da Silveira (subsolo), Barris.


Oficina I Cinema
acessível: Uma introdução às possibilidades da audiodescrição
,  com Letícia Schwartz


Quando: 25, 26 e 27/02, das 8h30 às 12h30


Onde: Sala de Projeção Biblioteca Pública do
Estado, Barris.


 


Oficina
II:
Como fazer um filme inclusivo - A educação visual da pessoa com
deficiência visual para o cinema, com Bell Machado


Quando: 26/02 das
14h às 18h


Onde: Sala de
Projeção da Biblioteca Pública do Estado, Barris.



 



Currículo dos palestrantes


Ednilson
Sacramento


Mentor e coordenador do Projeto N Imagens, Ednilson
Sacramento é historiador e estudante de jornalismo e ativista da inclusão
universal da cultural e de comunicação para todas as pessoas com deficiência.
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de
Salvador, foi também o mentor e realizador da revista Eletrônica Telefanzine,
que na década de 90 atualizava os roqueiros baianos sobre a cena de rock
undergroud através de um programa diário que era acessado por telefone.
Ednilson é ainda autor do audiolivro Rock Baiano - História de uma Cultura
Subterrânea que foi publicado em 2014. Cego desde os 20 anos por conta de uma
retinose pigmentar, o autor escolheu lançar a obra em áudio para possibilitar o
acesso do público com deficiência visual.


Bel Machado


Bel Machado é filósofa, mestranda em Multimeios e é uma das
responsáveis pela introdução da audiodescrição no Brasil, na década de 2000.
Além de professora de história do cinema, Bel é assessora da Secretaria dos
Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPD) da Prefeitura
de Campinas-SP e responsável pelo curso de audiodescrição da Escola de Governo
e Desenvolvimento do Servidor (EGDS). A especialista acumula ainda a função de audiodescritora
em diversos eventos culturais – incluindo espetáculos de dança, música e
exposições.


Letícia
Schwartz


Letícia Schwartz é bacharel em Artes Cênicas pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de audiodescritora roteirista e
narradora também coordena a equipe de produção da Mil Palavras Acessibilidade
Cultural. Letícia é a  responsável pela
audiodescrição de diversos longas e curta-metragens e pelas quatro últimas
edições do Dia Internacional da Animação, além de espetáculos cênicos. Atua
também na produção de audiolivros, como ledora e audiodescritora de
ilustrações. Ministra cursos de capacitação para audiodescritores, desenvolve
oficinas sobre o tema e presta consultoria a projetos de inclusão cultural.
Letícia é

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