Descrição
Um dos nomes mais conhecidos da literatura de cordel, José Costa Leite nasceu em 27 de julho de 1927, no município de Sapé, interior da Paraíba. Pernambucano de coração, em 1938 o cordelista se mudou para o município de Condado, na Mata Norte do Estado, onde mora até hoje.
Dono de um estilo bastante autoral e de uma técnica apurada, reconhecida por artistas e pesquisadores da cultura popular, como o escritor Ariano Suassuna, José da Costa Leite começou a escrever sua poesia aos 20 anos, em 1947. Antes vendia cordéis de outros autores, em feiras dos municípios vizinhos. Além de poeta, é xilógrafo e, para ilustrar suas obras, costuma fazer uso da chamada quicé ou caxirenguengue – espécie de uma faca sem cabo – e da madeira do cajá, de textura mole e abundante nas terras nordestinas.
Na maioria das vezes, as gravuras fazem alusão às tradições e histórias regionais, temas canavieiros, sem esquecer, claro, dos enredos de duplo sentido e os mais universais, como os de amor. José da Costa Leite, retratou desde os mais antigos, como o carro de boi, a charrete e o cabriolé até os mais atuais como o caminhão, o trem, entre outros.
Hoje, com mais de 80 anos, possui milhares de folhetos publicados, alguns guardados em sua casa, em Condado. A maioria já foi exposta em diversos estados brasileiros e em localidades estrangeiras, como França, Rio Grande do Norte e Paraíba. 'A poesia já se nasce com ela', resume o artista.
Dentre as suas principais obras, destacam-se: A filha que matou o pai por causa de uma pitomba, A moça que pisou Santo Antônio no pilão pra casar com o boiadeiro, A vida de João Malazarte, O Conselho da Mocidade, entre outras.
Pela sua vasta produção, importância e por ser referência na arte popular, José da Costa Leite recebeu, em 2006, o reconhecimento do Governo do Estado como Patrimônio Vivo de Pernambuco.
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Jornalista e coordenador de desenvolvimento para web da Fundarpe.
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