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Descrição
É bom ver a vida sentado num banquinho de madeira inerte como a maioria das pessoas estão bem habituadas a fazer; abafar o traseiro e ver as partes sem o todo e o todo sem as partes; nos ditames diários tais acontecimentos me levam aos vorazes sentimentos do tédio a destruir as últimas miligramas do instinto mental que ainda nos restam.
Ainda não consegui aceitar como alguns abusivos besteiróis da mídia tão aceitáveis aos nossos olhos -não nos meus- ao testemunhar o descaso em nossos dias e a veiculação explícita de artigos alienadores como forma educativa. Após termos falado das frutas e animais que estão presentes no “mundo artístico”, o que mais poderia acontecer? É bem fácil dizer que trocaremos um “seis por meia dúzia”, quantos já investigaram o teor desta afirmação?
Poderemos aniquilar seis fatos intelectualmente ricos, por seis que mal sabemos a procedência? É realmente trocar o seis por meia... Que me poupem as palavras! A multiculturalidade dos elementos é essencial para o todo ser parte e a parte ser todo, creio que nenhum de nós trabalha pela metade, dorme pela metade ou faz as coisas simples e complexas pela metade; mas se assim o fazem parem enquanto o tempo permite por que sinto em dizer que também estão mortos pela metade! Ainda não conheci ninguém que conseguiu assoviar, chupar cana e cantar ópera no mesmo instante. Mas se o fizer pela metade ou nos seis a meia dúzia da vida, faça-me o favor de manter-me avisado, quero marcar uma turnê mundial com sua façanha!
Após tantas reflexões observamos a mudança de poucos, uma parte, mas por que não a mudança do todo? Em miúdos trocar o seis por meia dúzia realmente compensa? No futebol vemos a ineficácia do método, e na imparcialidade da vida fica ainda mais difícil crer nestas afirmações. Mas tudo bem péssimo então! Ficarei atrelado nos intervalos da informação a espera de nosso novo encontro mas antes de me ausentar será que “em casa de ferreiro o espeto é verdadeiramente de pau?
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Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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