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Descrição
Aos que esperavam ásperas respostas ao velho ditado sinto em frustrar vossa imaginação. É claro que as mazelas que temos são visíveis de forma que não será ousado dizer, escrever, falar ou quer lá o que seja... São fatos que até os cegos da culturalidade da essência humana são capazes de ver e sentir. Tudo não passa de uma “curtura” de temporada e nas comemorações da independência pude ter mais uma dessas certezas, oriundas das mais diversas regiões do país.
Mas antes de declarar-me abertamente retirei-me a reflexão para que não fosse contemplado com uma vaga cativa no superlotado hall dos besteiróis da fama tidos como produtos de luxo no perder das décadas.
Pensei em trazer o tradicionalismo ao tempo atual, mesmo que muitos desconsiderem a sua real importância e após assistir as comemorações cívicas da independência, as idéias vieram a organizar-se em minha mente. Homens, mulheres, meninos e meninas a demonstrar de alguma forma o amor pela pátria. Amor esse que não sei até que ponto vai, mas espero que sempre possa ir além do que somos ou pensamos. É claro que matéria de ferreiro, imagina-se que sua rotina de trabalho cerque sua vida, o que não se torna verdadeiro. O que nos leva a um novo confronto, “faça o que eu digo, mas não faça o que faço” quem nunca usou isso como desculpa para encobrir algum devaneio?
Ser o que se diz é tão importante quanto fazer o que se prega! Se agissem desta maneira nossa razão cultural de ser não estaria defasada e morta como na atualidade. Até quando? Se assim permanecer tenho certeza de que seremos lembrados pelo menos uma vez no ano: no dia de finados! Cultura se faz a todo tempo e na casa do ferreiro o espeto é de pau? Por que se for já foi corroído no mausoléu do descaso. Dizem que tenho mãos maldosas por declarar as mazelas visíveis e o que seria se declarasse as não visíveis? Mas se não criarmos coragem para arrancar os podres resíduos da farsa a vergonha nos criará.O que chamam de cultura em nosso lugar? Vocês sabem?
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PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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