Descrição
Olhando o mar; infinito azul do mar...
recifes no cais, já circular;
estátuas de Brennand a embelezar...
meninos nadando nas águas profundas,
sem medo de se afogar;
que návios veem ancorar...
e ondas gigantes nos recifes se esfregar...
sem sabonetes, mas, espumas a se formar...
como enamorados... no gostoso se tocar,
molhando seus trajes, num gozo sem par;
pra esse olhar de velho poeta encantar,
e na mente cansada... um pequeno chip gravar.
Nisso tudo,
pensei no partir de meu velho pai;
oitenta e quatro de estrada...
que o DER não soube recapear;
morando na cidade de pedra...
numa vila popular;
aposentado, rude, mas feliz;
contando piadas ao vento,
ao me encontrar e se alegrar.
E eu, com cinquenta e dois...
não sei... só DEUS !...
se trinta e dois mais... irei chegar;
com stress, água, luz, cartão pra pagar,
filhos e mulher pra cuidar.
Nisso tudo, mais uma vez vim pensar;
e com cuidado a enfermagem praticar;
se numa cama a mulher vive a penar...
de invalidez, por AVC popular...
com solidão do companheiro esperar,
ingrato ou não, mas, seu homem pra amar.
Nisso tudo, com respeito também pensei;
no velho CHICO; que transposição quer mudar...
cegos governos... natureza a revirar,
mas, bom trovão... com sua força que Deus dá...
manda mil chuvas e faz logo se assustar...
teimoso povo quando enchentes ver chegar,
domando tudo pra mostrar o seu mandar,
dono na terra, céu e mar...
aves, insetos, peixes e animais;
flóres, frutos e cereais.
Mas, por amor a tudo que fez criar...
Pede! obedeçam!... porque tudo nesse mundo...
Pela ordem de DEUS pai... um dia vai se acabar.
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Nascido em 11 de outubro de 1952 na antiga vila da Imbiribeira, próximo à ponte motocolombó, GESI da Imbiribeira, Peladeiro do Pinheiros Futebol Clube, filho do conhecido Grafico da antiga Grasil e Jornal do Comércio Alson Denou e da Doméstica Iracema Melo, que nasceu no Forte do BRUM em 1920, filha do Sargento Augusto Quintino do EB e Dona Julieta Coelho. Hoje com 88 anos de lucidez e amor a todos.
Poeta por vocação, com vários versos de primeiro amor, crónicas diversas e criticas a governos militares.. onde. quando funcionário dos Correios de Recife, foi demitido por justa causa... apenas por noticiar numa crônica ao Cartas a Redação do DP... os problemas e injustiças do orgão em outubro de 79.
Hoje, com muitas obras guardadas sem editar, mesmo sendo membro da ACAAPE-Associação Cultural e Assistencial dos Artistas de Pernambuco. (Pres. Telma Andrade). Além de participar de vários concursos, tendo mensão honrosa pela Casa do Novo Autor e chamado para editar, mas. sem condições ainda de realizar este sonho. Está aqui com todo respeito pelo espaço cedido, afim de somar para o engrandecimento da cultura pernambucana.
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