Descrição
Tornei-me o mais vil assassino
Para mostrar meus sentimentos
Haverá no futuro um lugar para mim na mais fria prisão?
Matei! Com maior frieza de espírito que qualquer carrasco
Cobri meu rosto com o véu negro dos meus sentimentos
E matei!
Correndo, deslizando, lúgubre de sangue
Pela noite cúmplice de meus atos
Não podia ver sangue naquele momento
Insano, a não ser meus desejos
A fria lâmina em minhas mãos
Desfechando golpes mortais no ser
Inocente, dote que iria ser, de meus pobres sentimentos
O aço trabalhou eficiente aquela noite
Nenhum golpe foi desperdiçado
Nenhuma vítima escapou
Uma, duas, três e tantas mais...
Não parei a noite inteira de cumprir
Meu desígnio assassino
Enfim, exausto, paro e contemplo
Minhas vítimas, culpadas apenas
De estarem a minha frente
No caminho de meus desejos
Pobres flores, interrompidas
Em seu ciclo vital, para enfeitar
Temporariamente, a sala de alguém...
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PENC
Autor/a
Descrição
Nascido no Recife inicia no movimento popular no bairro de Brasília Teimosa, atuando no movimento estudantil e participando da Diretoria do Conselho de Moradores do Bairro e membro do Conselho Político da União dos Moradores do Pina. Ainda na juventude produziu eventos com bandas de rock com o nome de Pina Rock Show. Estudou violão clássico no Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife de onde saiu para cursar História na UFPE onde se graduou e fez Especialização e Mestrado em História de Pernambuco. Foi diretor do Sindicato dos Professores do Recife - SIMPERE. É professor das redes estadual e municipal de ensino no Recife onde foi diretor diretor escolar e trabalhado na Gerência de Animação Cultural da Secretaria de Educação. Além de poeta é vocalista da Banda Liberdade Vigiada. Participa também, da Cooperativa de Intercâmbio e Ação Cultural do Recife - CIAC/Recife.
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