Miniatura

Descrição
...Desculpem-me
Mas...
Ele roçava os labios em seus labios mais improprios. Ela não sabia dizer porque seu corpo parecia estalar em brasas. Furtivas lagrimas se misturavam com o sorriso tremulo. Ela não encontrava sentido. Ela não estava lá. Perderam-se todos, os sentidos.
E o tempo pareceu parar quando ele a segurou pelas ancas e a pôs de costas para si.
...Seu coração dispara...
Ela não entendia porque.
Ele acariciava seu corpo com gentileza. Deslizava as mãos por fendas estreitas. Admirava. Ela sentiu o corpo estremecer, sentiu medo. Como quem ora ele se prostou entre suas pernas, deitou-se sobre aquela fragil criatura e fez do pequeno quarto o mais perfeito retrato de sodoma.
Dor.
Ela rangia os dentes e cravava as unhas no colchão velho. Seus dois olhos, outrora vivo brilhante, deram lugar a dois olhos de peixe morto perdidos no espaço. E ela não sabia entender porque.
O corpo macho se tornara convulsivo, cheio de esquecimento e movimentos desordenados. Balbuciava, arfava. Enterrava-se com tanta força que tocava e machucava as mais profundas rubras partes da pequena.
FIM.
Os lençois desforrados acolheram desconsertados o branco e o vermelho que escorriam aliviados. O quarto acomodou um cheiro característico de um tipo sexo. Ele se levantou, caminhou até uma luzinha vermelha que em momento algum deixou de piscar e pronto. parou. Ela não entendia o quê, por quê...
Com tão poucos anos certas coisas não são faceis de entender ...
Canal
Tag
angustia | conto | cuidado | dor | micro conto | pais | perigo | poema | poesia | romance | sexo | tristeza | vazio | vizinhos
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Já era um homem
ainda um menino
Leonino
Não jogava bola
pião
papagaio
mas gostava de canetas
cadernos
maquinas de escrever
LPs
chico, caetano e gil
um dia sonhou que era poeta
e até hoje sonha (e chora)
amigos tinha uns dois
não sabia dizer o que foi
mas logo se viu com um só
amava as putas
feias e pobres
sorria à praça do diario
e era todo alegria
nos baixos meretricios
era cheio de signos e magia
um amuleto pra cada dia
peregrino da imaginaçao
amava mulheres de beleza pouca
dispostas quando sem roupa
pois que amava ser palavrão
gemido e sorriso
amava era ser amado
não acreditavea no amor
e por isso foi condenado a amar demais
Influencias:
Mark Ryden, Neil Gaiman, Augusto dos anjos, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Chico Buarque, Gil, Caetano, Os mutantes, Secos e molhados, Coco Raizes de Arcoverde, Cocô de tebei,Lourenço Mutarelli, Rogerio Skylab, Sade, Antonio Nobrega e Apollinaire.
Alguns de seus trabalhos:
WWW.repenso.blogspot.com , Antologia de poetas brasileiros, A besta Fera e a peleja de todo dia, Tacanho "O incrivel circo das formigas", Foi um dos vencedores do festival Arrecifes Sonoros realizado pelo SESC Casa Amarela.
Agora dedica-se à sua carreira solo como músico e poeta.
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