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Em edições passadas fiz um comentário sobre um carinhoso apelido que recebi de alguns que nos lêem – o de mão do inferno – talvez uma versão cibernética do escritor Gregório de Matos conhecido como “Boca do Inferno”, evidente que em hipótese nenhuma faria essa patética comparação por saber da imensa desvantagem que levaria diante deste imortal gênio da Literatura. No entanto algo paira no ar e nos ronda de forma insistente, talvez tenha colocado o dedo em cima da ferida de outrem... Será, talvez ou tanto faz?
Muitos podem achar repetitivos e até insistentes tais comentários sobre a nossa realidade cultural, mas eles ainda sobrevivem por uma simples razão: - Ainda não aprendemos, ou seja, compramos, ouvimos e alguns até vendem cultura falsificada como artigo de primeira linha “um intercâmbio forçado entre China e Paraguai em nossa região”! Em época alguma nunca vi ou ouvi falar de uma super valorização da “curtura” forasteira como em tempos atuais; não posso ser ousado em afirmar que 100% do que vem de fora é ruim, mas desse percentual que é inserido entre nós de forma obrigatória pelo menos 98% de nada serve e se servir é apenas para encher a cabeça do povo com lorotas e aquietá-los e fazê-los esquecer dos seus ricos costumes.
A cultura local avança com muita descrição e poucos esforços, mas de quem é a culpa? Creio que muitos tem a resposta na ponta da língua... Uns falarão que é dos governantes, alguns instruídos neste ponto dirão que a culpa é do povo, na verdade quem será o bode expiatório desta vez? É algo a ser refletido, mas para não chatear ninguém e usar a razão de maneira plena apenas direi que ambas as partes tem culpa neste processo de regressão; um pela falta da prática dos planos documentados e outro pela não perpetuação dos costumes culturais.
Mas a vida continua não é mesmo? Outros dias virão e espero que venham de forma diferente; enquanto isso vamos apertar um pouquinho o dedo na ferida...
Até mais...
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Autor/a
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Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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