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Virou comum a escassez nos tempos de crise, ver que muitos ou parte deles chegaram ao fundo do posso intelectual raspando o tacho da vida e aumentando os dejetos da vergonha que vivemos. O certo é que algumas potências do mundiais entraram em recessão, mas o que o mundo cultural sofre com tal fator? Sofremos a recessão do bom gosto que iniciou-se décadas antes da maldita crise.
Há poucos dias assisti a aula show “Nau” dada por Ariano Suassuna, e junto a suas falas vieram à complementação de algumas idéias antigas que me iluminaram a mente. Tal crise ganhou forte intensidade na segunda metade da década de 90 com a contaminação das mídias com os besteróis falados, tocados e dançados que fomos e somos obrigados a ouvir nas ruas e nos locais de passeio ao som dos porta-malas dos carros endiabrados que mais parecem trios elétricos ambulantes. Segundo Ariano “um cantor de funk queria convertê-lo ao ritmo usando nomes de dois físicos numa composição...” imaginem no que deu... só de lembrar além da dor de cabeça me veem os risos; mas na verdade isso movimenta milhões e enche o mercado de patifaria. Porque a reprodução do mau gosto é tão rápida? Desculpando-me os que gostam.
A crise vivida na cultura por falta de meios e incentivos de manifestação a arte começou bem antes desta famosa da atualidade que só é manchete de jornais por mexer no bolso dos grandes, mas porque as medidas e pacotes criados não foram feitos para preparar a cultura do povo para esta época? Se houvesse planejamento superaríamos com maior criatividade tudo isso, ou talvez dependa da boa vontade do “dono” do mercado financeiro? O tacho foi raspado faz tempo e ninguém se deu conta, as estruturas é que estão sendo corroídas. Até quando viveremos nesta cultura de 4 sem juros? Carnaval, Festejos Juninos, Micaretas e Festejos Natalinos, estas são as quatro parcelas, sem entrada inclusive! Que beleza! Pode ser pra você, para mim isso é péssimo!
Vamos a raspar o tacho ou investir de forma inteligente?
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Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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