Descrição
O café pela garganta é como esta tarde quente, intragável, que todo sentimento é um amargo estranho na língua. E como todo vício, mais um. Agulhas nas veias, dedos amarelos fazendo par com os pelos do bigode e dentes gastos, lábios queimados, boca seca, sem fome, um vazio que se retroalimenta. Mais um. A porta dos sonhos fétidos é a boca ou nariz, para que ter vergonha, no fundo, bem lá no fundo, todos nós somos pedintes de profissão, no fundo do copo, no fundo do poço, no fundo da memória, nas profundezas da alma, no ultra fatalismo desejo de amor. Todos pedimos mais um. Só um pouquinho. Mais um...
P.W.
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goiana | philippe | philippe wollney | poesia | poesiacontemporanea | poesiagoiana | poesiamarginal | poesiapernambucana | poética | prosapoética | wollney
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Organizador do Projeto Cultural Silêncio Interrompido, Membro do Fórum Permanente de Cultura de Goiana-PE, Membro do IAPÔI cineclube, do MOVIMENTO K.A.O.S (kamaradas anarquitas organizando a sociedade. E colaborador do Ponto de Cultura ALAFIÁ
Produz trabalhos envolvendo poesia, música, arte visual e políticas culturais.
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