Descrição
O Rio Brígida nasce lá no pé da serra
Já cantava Gonzagão
Há algum tempo atrás
Infelizmente eu agora vou contar,
Que nosso belo riacho
Hoje já não corre mais.
Antes descia livremente pelos campos
Ia alegre saltitando
Livremente a correr.
Hoje encontra no caminho tanto lixo
Que lhe prende feito bicho
Lhe impedindo de descer.
E de passagem, por Exu bela cidade!
Ele encontra outra maldade
Que é triste de se vê.
O homem “sábio” com tanta crueldade,
Traz o esgoto da cidade
Pra o rio abastecer
Agora a água antes pura e cristalina.
Já esta cheia de lixo
Com o esgoto a lhe envolver.
E o rio pensa
Que é só esse o seu tormento
Que durante o seu caminho
Ele não vai mais sofrer.
Mais logo à frente
A mata que lhe cercava
Dela já não resta nada
O homem a engoliu.
E com essa fome
Que tudo que vê devora
O homem da mesma forma
Está devorando o rio.
Como pode um rio tão inocente
Que ajudou a tanta gente
Hoje está sofrendo assim?
E o ser humano,
Que se diz tão inteligente
Pois tinha água corrente
E acabou por lhe dar fim.
Parabéns ao ser humano
Que foi tão inteligente
Tão sábio, tão bondoso,
E transformou o nosso rio
De água pura e cristalina
Num grande canal de esgoto.
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Natural de Exu(terra do Rei do Baião),poeta e compositor.Autor dos cordéis;cabloco fêio e Exu Centenário.Estudante de letras na Universidade Regional do Cariri-URCA.Para saber mais acesse:www.reidobaiao.com.br.
msn: raimundodidi@hotmail.com
meu tweeter: @raimundodidi
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