Miniatura

Descrição
No alto do mundo eu via
Além do astro solar
Algo mais a irradiar
A luz que dá cor ao dia.
Daquele cume emergia
Uma beleza que assanha
De uma onça castanha
Vestindo pele de fêmea
E que se mostrava gêmea
D’um fulgor cheio de manha
Mas com um olhar perdido
No infinito profundo
Tratava igual todo mundo
Congestionando o cupido
Que num ato desmedido
Tomou sua decisão.
Justo aquele coração
Caberia ao improviso
Que da musa um sorriso
Gerasse por gratidão
E enquanto eu a olhava
No topo do universo
E escrevia este verso
Notei qu’ela me sorria
Com uma tal alegria
Que o momento parou
E o tempo desandou
Caindo fora da linha
Pois ela seria minha
Assim como dela eu sou!
João Pessoa, 01/10/2008.
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Nascido em 14 de novembro de 1987 na cidade de Timbaúba-PE, onde foi criado até os 18 anos; em 2005 mudou-se para João Pessoa-PB para cursar Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal da Paraíba. Em 2011 pegou o beco pra Belo Jardim-PE, onde foi exercer a profissão de engenheiro numa grande indústria pernambucana. Começou a escrever e publicar poesias populares, matutas e cordeis em seu site no ano de 2008. Apaixonado pela simplicidade e beleza do "mêi do mato", é devoto da poesia popular e matuta. Um Poeta que costuma definir sua poesia como sendo "um menino sem mãe, correndo doido em cima do muro que serapa a loucura da razão"; quando questionado, emenda logo que não tem nada de inspiração; e sim doidiça - uma doidiça poética da pior espécie.
Coletivo
tamanho
0

