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MATANDO CACHORRO A GRITO
Em épocas onde os gritos e berros blasfemos diferenciam os predadores e predados em raças distintas, – humana e quase civilizada - as mesmas questões sempre continuam a ir e vir sentido oposto, sem reposta. A fim de evitar delongas as análises períodicas voltam a chamar- nos para enclausurar os desmedidos de consciência.
É extremamente perceptível que além de melhor amigo do homem os cães possuem uma sensibilidade auditiva impressionante, isso de forma mais técnica gira em torno de 30 vezes mais do que as nossas; visionando neste curso bem que os nossos ouvidos poderiam ter uma precisão parecida para que pudéssemos desviar e não sermos obrigados a ouvir tanta leseira sem o direito de opinar sobre o que, aquilo e quando. A poluição sonora é oriunda de todos os lados! Além das lapadinhas pornográficas do forró e besteiróis da mesma laia, tenho notado que a exploração infantil anda em alta em alguns ritmos trazidos de fora do estado, numa busca incessante de prover a alienação dos ouvintes cada vez mais cedo. Isso é literalmente matar cachorro a grito!
A modernidade talvez tenha melhorado algumas coisas a tal modo que as estragaram por inteiro. Dentro de alguns anos as crianças virão ao mundo de um jeito bem diferente... alguém se habilita a dizer como? Se a apelação continuar a fluir em plena carga isso é bem possível...
Até....
Cleydson Monteiro
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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