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Quem deles bate o federal?
Analisar a vida por vários ângulos me assusta na grande maioria das vezes por perceber o quanto somos desiguais nos mais variados assuntos e fazendo espelho a tal afirmação o poeta Carlos Drumond de Andrade escreveu: “O poeta municipal. / Discute com o poeta estadual. / Qual deles é capaz de bater o poeta federal? / Enquanto isso o poeta federal. / Tira ouro do nariz.”
Até ontem jamais acreditei que isso pudesse ser verdade, mas num hoje claro e perceptível enxergo tal verdade com a tarja da censura que envergonhou e envergonha o nosso país carimbado nas faces dos que fazem a boa cultura. Apesar de muitos acreditarem que a censura foi extinta sou levado a discordar pela frequente clímax da censura cultural neste ladinho escondido do mapa; o saudoso Poeta Patativa do Assaré disse certa vez: “Cante lá que eu canto cá?” Será que temos alguma razão para cantar como tinha o poeta? Pelo que se tem visto nem com muita ponderação se conseguirá emitir um único assovio!
É de certo que seja dito por muitos “filósofos locais” este dizer eterno: “Vamos deixar de investir numa coisa boa de fora pra investir nesse povinho daqui, que morra tudinho!” O que faz uma enorme referência aos citados versos de Drumond, onde muitos dos nossos têm que buscar incentivos em outros lugares, porque os nossos tiveram a visão encoberta de modo a não contemplar a realização do belo que os incentivos fiscais e culturais para a divulgação dessa genialidade podem oferecer ao povo e que para os artistas locais tiveram e têm que vir das metrópoles culturais. Mas porque tem que ser assim? Falta ação ou vergonha em fazer pela culturalidade municipal algo de qualidade ímpar?
Talvez fique ouvindo durante mais alguns anos aquela musiquinha: “... até quando...”, “e se a canoa não virar”...
Até breve...
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PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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