Descrição
Olha o mundo mudando a cada 365 dias...
O sol esquentando cada vez mais.
As geleiras derretendo, o povo esfriando...
Seus corações de carne, por um de pedra trocando;
E as matas... pulmão do universo, se acabando.
Olha o mar... tomando suas terras invadidas.
Olha os rios... atacando na mesma medida.
Olha DEUS!... fazendo valer seu poder e guarida.
Olha as nações... com cenas desenfreadas e perdidas.
Olha os céus... com nuvens e chuvas mais ardidas.
Olho pra mim e vejo-me incompleto ainda...
Não sou formado... estou desempregado...
Tusso como um tuberculoso desesperado;
E falo pelos cotovelos, como a Candinha lá do cercado;
Que nada presta em sua vida, atraindo maus buscados.
Olho para as pessoas, sem rumo nas ruas...
Olhares assustados, pavor de assaltos...
Temor de acidentes, brigas e assassinatos.
Fumando cigarros ou bebendo no anonimato;
Pra esquecer o que ver de ruim, nas cidades e nos matos.
Olho a NAÇÃO e nada mudou do tempo de ditador.
Pois pago caro impostos, pra máquina sustentar;
Ver pouco bem na segurança, saúde e educação...
Quando um político safado, mentiroso e ladrão,
Rouba e né preso como o Zé do pésão.
Ladrão de galinha do quintal da minha tia,
Que sem estudo pega lixo pelas ruas.
Vê os fios barrigudos, tendo vermes de montão.
Pois na Pátria que nasceu e favela que cresceu.
Olha o mundo que já muda... sem amor no coração.
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Nascido em 11 de outubro de 1952 na antiga vila da Imbiribeira, próximo à ponte motocolombó, GESI da Imbiribeira, Peladeiro do Pinheiros Futebol Clube, filho do conhecido Grafico da antiga Grasil e Jornal do Comércio Alson Denou e da Doméstica Iracema Melo, que nasceu no Forte do BRUM em 1920, filha do Sargento Augusto Quintino do EB e Dona Julieta Coelho. Hoje com 88 anos de lucidez e amor a todos.
Poeta por vocação, com vários versos de primeiro amor, crónicas diversas e criticas a governos militares.. onde. quando funcionário dos Correios de Recife, foi demitido por justa causa... apenas por noticiar numa crônica ao Cartas a Redação do DP... os problemas e injustiças do orgão em outubro de 79.
Hoje, com muitas obras guardadas sem editar, mesmo sendo membro da ACAAPE-Associação Cultural e Assistencial dos Artistas de Pernambuco. (Pres. Telma Andrade). Além de participar de vários concursos, tendo mensão honrosa pela Casa do Novo Autor e chamado para editar, mas. sem condições ainda de realizar este sonho. Está aqui com todo respeito pelo espaço cedido, afim de somar para o engrandecimento da cultura pernambucana.
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