Miniatura

Descrição
Eu penso em você.
E sei que os sons da guerra se calaram.
Não ouço mais passos.
Não há mais abelhas.
Só encontro um dos pombos, seja ele preto ou branco.
Há um tempo, eles eram dois...
Os espinhos foram tantos que me calei
Será que foi para sempre?
Gostaria de acreditar que ainda posso falar em amor.
E que o amor não morreu.
Não tenho porque pensar que sigo em frente
Se minha vida está dando voltas e sempre acabo no mesmo lugar.
Porque pensar que minha direção é para frente,
Se tudo volta a ser como era...
O pão na mesa, o chocolate dado, o aperto de mão, o abraço
Tudo vai se repetindo, sem certezas.
Ainda há pouco, a mesa me falou que aquele foi o dia.
Mas eu ri dela, pois naquele dia chorei.
Os pombinhos deram seu sinal
E as rosas mostraram seu perfume e sua cor vermelha.
Foram sorrisos que não chegaram a mostrar uma felicidade certa.
E eu ainda errei diante da imagem, que cuspiu diante de mim,
Certa de meu desvio, que não foi desvio, foi incerteza.
Jamais me deste o que quero.
Jamais fui feliz com o que me deste.
Há quem me chamasse de ingrata.
Ou de doente. Pois o amor virou coroa de espinhos..
Se posso lançar agora um grito ao vento,
Não vou perder tempo pedindo o que jamais terei.
São esperanças vãs, à espera do último abismo.
Que até agora não apareceu. E por isso, elas continuam esperanças.
Eu queria ser um lago, para ter a lama no mais fundo de mim e ter a superfície calma.
Mas vivo em estado de tempestade. A lama aparece a toda hora.
Pelo menos sei que vivo na boa aparência do que sou, pois há sol entre as nuvens.
Oh, sol, vem pra ficar!!!! Preciso de luz dentro de minhas trevas.
E tua presença aliviará meu estado de tempestade
Para que finalmente eu possa descansar.
Entreguei-me aos sinais. E eles foram apenas sinais...
Quando um beijo falaria de todas as certezas.
Em estado de ilusão, vou prosperando em outros rumos.
Não sei o que me espera, talvez apenas a ausência.
Sim, a ausência, a minha
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Oi, pessoal! Sou jornalista, atriz, diretora teatral,dramaturga, fotógrafa,cineasta, e poeta. Ufa! Muita coisa, não é? Nasci no Recife em 10 de março de 1968, filha de Eudes e Maria Braga, duas pessoas maravilhosas que me ensinaram muito. A Unicap foi meu berço como jornalista e o Sesc Santo Amaro como atriz. As atividades de fotografia são as mais ativas agora. Mantenho uma página no site Orkut - Fátima Braga - Um olhar profundo - onde coloco ensaios fotográficos que são mini- reportagens sobre teatro, cinema, assuntos do cotidiano. Também crio fotonovelas e foto-poesias.Lá também estão vídeos criados por mim que podem também ser encontrados no Youtube. Gosto de colocar sempre no meu trabalho qualidade, intensidade, paixão e muita criatividade, buscando o aperfeiçoamento de tudo o que faço.
Coletivo
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Fátima Braga.
foto_legenda
Um presente de amor?



