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Neste semestre, o Teatro Vila Velha promoveu uma série de oficinas artísticas como parte das atividades do Ponto de Cultura, contando com a participação de mais de 130 jovens de grupos artísticos da Bahia. Divididos em quatro turmas, os alunos integraram as quatro diferentes oficinas de iniciação: “Assessoria de imprensa para grupos artísticos”, ministrada pela jornalista Juliana Protásio; “Figurino e Maguiagem”, com o figurinista Luiz Santana; “Preparação Corporal para a Cena”, com o bailarino Jairlson Bispo e a oficina de “Técnica Teatral (iluminação cênica/cenografia/sonorização)”, coordenada pelos iluminadores Fábio Espírito Santo e Rivaldo Rio, os iluminotécnicos Márcio Pimentel e Luciano Assis, a cenógrafa Lorena Peixoto e o técnico de som Maurício Roque.
Durante os três meses de atividades, os alunos adquiriram os conhecimentos básicos das respectivas áreas através de aulas teóricas e práticas. Além das aulas formais, os alunos tiveram a oportunidade de realizar visitas técnicas a teatros e museus, como também receberam convites para assistir espetáculos de teatro e dança em cartaz na cidade, servindo como material de análise durante as aulas. Dentre os espetáculos que os alunos puderam assistir, estão: “Da ponta da língua a ponta do pé”, “Rerembelde”, “Ciranda do medo”, “Áfricas”, “Canteiros de Rosa”, “Arlequim-servidor de dois patrões”, “A geladeira”, todas produções dos próprios grupos residentes do Teatro Vila Velha, além de “Shopping and Funcking” e “Filo pelo fino da finestra”.
Os alunos de “Assessoria de imprensa para grupos artísticos”, também tiveram a oportunidade de participar de um bate-papo sobre jornalismo cultural que contou com a participação do professor de jornalismo e produtor cultural Cláudio Manoel; de Ana Paula Vargas, assessora de imprensa da Fundação Cultural da Bahia e do repórter do caderno 10 (jornal A Tarde), Pedro Fernandes. Eles falaram da relação entre o assessor de imprensa e o repórter de jornal e sobre os mecanismos de divulgação da grande mídia. Para Michele Maia, uma das participantes e que, atualmente, faz o curso de produção cultural , “o curso acendeu uma ‘luzinha’ em mim, despertou a vontade de fazer comunicação”. Para Anativo Oliveira, outro aluno e integrante do Ponto de Cultura Beje Eró, “a oficina foi fantástica, termina com gosto de quero mais”.
Na oficina de “Figurino e maquiagem”, além de visita ao Centro Técnico do Teatro Castro Alves, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o Museu do Traje Henriqueta Catarino, conhecendo um pouco mais sobre a história do vestuário.
Além das atividades práticas de iluminação cênica, sonorização e cenografia presentes na montagem de um espetáculo, os integrantes da oficina de Iniciação à Técnica Teatral, participaram também da manutenção dos equipamentos do próprio Vila Velha e do Teatro Gamboa, conhecendo melhor a caixa cênica e os equipamentos presentes nestes espaços.
Como trabalho final do curso, os alunos produziram uma primeira concepção de cenário e iluminação para um espetáculo fictício, colocando em prática o conteúdo oferecido durante os dias de aula, como também, realizaram um pequeno estágio, participando das montagens dos espetáculos que estiveram em cartaz no próprio Vila. “Adorei a oficina! Foi muito bacana e, como trabalho também com fotografia e audiovisual, as aulas de iluminação cênica foram muito bem aproveitadas”, disse o aluno Ângelo Rosário. “A oficina foi muito construtiva, bem trabalhada tanto na prática como na teoria e ficou mais fácil de entender as montagens, os agrupamentos, a identificação dos equipamentos, tipos de lâmpadas e ferramentas”, disse Jaqueline Santos, aluna do curso. “estou ansioso que uma próxima oficina como essa seja realizada e quem sabe até mesmo o curso profissionalizante que tanto esperamos”, disse Thiago Cerqueira, mais um integrante.
Agora no final de novembro, encerra a última oficina: “Preparação corporal para a cena”, que teve seu período prorrogado a pedido dos alunos. E se depender da vontade deles, no próximo ano tem mais! Porque o vila é um ponto de cultura!
(Texto de Fábio Espírito Santo, coordenador do Ponto de Cultura no Teatro Vila Velha)
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Há mais de 40 anos, o Teatro Vila Velha tem uma atuação que vai muito além de uma tradicional casa de espetáculos. É um espaço de criação, investimento, formação, inovação, intercâmbio e politização, voltado para o diálogo entre artistas e público, que promove o acesso à cultura às mais diversas camadas da sociedade. Com uma história de revelações artísticas, berço de alguns dos mais importantes movimentos culturais da Bahia e do cenário nacional, o Teatro Vila Velha tem os braços abertos a diferentes expressões artísticas, como teatro, dança, música, artes plásticas, literatura e muito mais.
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