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CRIANÇA, VIOLÊNCIA E MÍDIA
Resumo: Neste artigo será realizada uma reflexão histórica sobre a infância, juventude a partir de algumas públicas políticas implementadas pelo município de Porto Alegre. As fontes utilizadas para a realização deste trabalho apoiar-se-á na pesquisa em livros e artigos que abordam estes assuntos. Buscar-se-á a implementação destas políticas em Porto Alegre, a partir do Projeto de Segurança Urbana de Porto Alegre e o Projeto “Abrindo Espaço”: Escola Aberta.
Palavras-chave: Criança, Juventude e Políticas Públicas.
A Infância e a Juventude são conceitos, inventados há pouco tempo, e apesar da existência de muitos questionamentos que envolvem a infância e a juventude no século XXI, analisei somente dois projetos: o de Segurança Urbana e a Escola Aberta.
O Projeto de Segurança Urbana de Porto Alegre (PSUPA) que é um projeto que visa dar atenção à segurança pública e vem buscando uma aproximação e abertura a participação popular. Esta relação do governo com as comunidades, tem tornado-se objeto de pesquisa de algumas instituições universitárias. Este projeto tem como objetivo: Combater o tráfico de armas e drogas para a juventude, os crimes contra o patrimônio além de propiciar um ambiente que poça contribuir para o Circuito da Paz, através de oficinas de educação: esportiva, ambiental, cultural e conservação de patrimônio.
O Projeto de Segurança Pública de Porto Alegre é baseado em estudos científicos que apontam para um novo caminho com vistas à diminuição da criminalidade, através da prevenção. Este projeto foi pensado e desenvolvido pelo Antropólogo Luiz Eduardo Soares.
Este projeto de duas ações: os telecentros e o estúdio multimeios. De 2001 a 2004 foram criados 34 Telecentros, os quais visam uma certa inclusão digital, vincula-se a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU). O Telecentro é um espaço para acesso gratuito. As crianças utilizam o telecentro para pesquisas escolares e jogos de internet.
Já o Programa Escola Aberta, é um projeto de educação, cultura, esporte e trabalho para a juventude, que se propõem a suprir à lacuna dos projetos de prevenção a criminalidade, e estima atingir mais 200.000 beneficiados incluindo famílias durante os finais de semana.
No projeto Escola Aberta, há muita resistência da abertura de algumas escolas por parte do corpo Docente, a dificuldade está na realização de trabalhos e atividades nos finais de semana. Contudo, nota-se que os locais onde existe Escola Aberta têm diminuído o incidente de depredação do patrimônio público. Normalmente os oficineiros são ligados à comunidade e moram próximos das escolas, realizam atividades de desenvolvimento de elevação da auto-estima, formação para geração de renda e atividades culturais, dança e esportiva para crianças.
A proposta fundamental do Projeto Escola Aberta é a superação das práticas opressivas; modelos elitizados; quebra dos preconceitos e discriminações de assumir uma atitude de apoio à inclusão e à diversidade.
De acordo com o PCN1, no processo de redemocratização na década de 80, os conhecimentos escolares passaram a ser discutidos, questionados e redefinidos.
O estudo dos problemas urbanos na contemporaneidade permite-nos escolhermos grandes eixos temáticos sobre as questões locais2, inserindo-se em dimensões espaciais e temporais amplas, que abarcam possibilidade de diálogos múltiplos entre passado e o presente. Os temas escolhidos devem estar articulados com temas transversais tais como: as relações de trabalho existentes entre os indivíduos e as classes; as diferenças culturais, étnicas, de idade, religião, costumes, gêneros, sistemas econômicos e políticos.
Quando trabalhamos em sala de aula conteúdos sobre a atualidade, por exemplo, Governo Collor, ou Governo FHC, pode-se contextualizar os movimentos sociais a partir das ONG’s. O terceiro setor pode ser compreendido como um saudável movimento da cidadania em busca de novos paradigmas de desenvolvimento social. É possível propor articulações das políticas públicas municipais voltadas à juventude ao crescimento do terceiro setor. Além disto, fomentar a discussão sobre como o terceiro setor pode mudar a cara do Brasil.
Devido à diversidade de conteúdos possíveis, é importante fazer escolhas sobre aquilo que seja mais significativo para seus alunos.
Minha analise restringiu-se apenas ao Projeto de Segurança Pública e ao Projeto Escola Aberta em Porto Alegre.
Busquei dar uma panorâmica sobre os dois projetos e a relação entre as comunidades e o governo. As dificuldades da ampliação destes projetos esbarram na burocratização por parte do governo, a desinformação sobre a proposta dos projetos por parte das comunidades e dos professores.
Existem professores que desenvolvem atividades diferenciadas e ligadas à realidade e não se enxergam dentro do Projeto Escola Aberta. O Projeto Abrindo Espaços: “Escola Aberta”, propõem uma escola aberta para novas formas de construção do conhecimento e conscientização para a preservação de patrimônio através de atividades culturais, esportivas e de lazer e ações estas que promovem a inclusão social.
Ambos os projetos visam atingir jovens e crianças, além dos adultos. O objetivo principal é a construção de uma sociedade de paz através da inclusão social, que pode ser construída através de atividades de inclusão digital, de cultura, esporte e lazer.
Referências Bibliográficas
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DORNELES, Leni Viera. INFÂNCIAS QUE NOS ESCAPAM: Da criança na rua à criança cyber. Petrópolis: Vozes, 2005
FOUCAULT, Michel, Vigiar e Punir: a história da violência nas prisões. Petrópolis: Editora Vozes, 2000.
GUIMARÃES, Evandro. Oficina. In: VIVENCIANDO a Cultura na Restinga. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2007.
PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS. HISTÓRIA E GEOGRAFIA vol.5. Brasília. MEC/SEF, 1997
PRIORI, Mary Del.. História das Mulheres no Brasil. São Paulo, Editora Contexto; 2004 Acervo Biblioteca Central IPA.
SOARES, Luiz Eduardo, PROGRAMADE SEGURANÇA PÚBLICA DE PORTO ALEGRE, PMPA, 2001.
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1 PCN. História e Geografia. Brasília. MEC/SEF, 1997.
2 MATTOS, Badaro, no capitulo Pesquisa e ensinando cita: uma das fórmulas para tornarmos as aulas mais atrativas está análise de temas/questões problematizadores. [...] uma proposta que priorize a discussão e desperte o interesse dos alunos, criando condições para uma reflexão do trabalho sobe história.
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