Miniatura
Descrição
O fortalecimento da cadeia produtiva da música independente passa, fundamentalmente, pela necessidade prática de ações mais efetivas dos atores desse processo. Em tempos de globalização virtual, não cabe mais apenas o velho discurso da necessidade de entendimento do papel da cidade de Porto Alegre, por exemplo, enquanto ponto centralizador da grande mídia no estado do RS, levando em conta ainda a localização estratégica da capital junto ao Mercosul, o que poderia significar um profícuo mercado à circulação de música, envolvendo, por exemplo, Montevidéu, Buenos Aires, Porto Alegre, Assunção e Santiago do Chile, além da Venezuela, país recém incorporado como membro pleno do Mercosul. Faz-se necessário reafirmar; o velho discurso não basta, as velhas metodologias se mostraram ineficazes em boa parte de sua dimensão ao longo dos últimos anos. É preciso avançar!
Como?
1- Divulgando outros parceiros de empreitada.2- Uma iniciativa prática, acessível e indispensável é ir aos shows dos artistas independentes em sua cidade. A luta é árdua e bastante complicada, todavia é pouco comum o comparecimento de artistas independentes em eventos do gênero. Certamente parte dessas dificuldades e complicações enfrentadas pelos independentes não é por ausência de público interessado na cidade ou no estado, até porque atrações congêneres trazidas de outras partes do país e do mundo recebem boa afluência de público. Assim, o artista independente deveria sim prestigiar mais as empreitadas congêneres, numa tentativa de fortalecimento e ação concreta no sentido de circulação de idéias e de sedimentação de um canal de diálogo e interlocução com seus pares.
3- O artista independente pode, sempre que for a uma rádio ou televisão, levar material de outro artista independente, na forma física para distribuição nesses canais e também através de menções nos programas. Podendo ocorrer tal menção através de citação verbal, uso de camiseta em programa de TV ou até através de pedido para que rode uma faixa do CD de outro artista independente num programa, que em seu tempo de duração permita tal prática. Exemplificando: na Rádio FM Cultura em Porto Alegre, só para ficar num caso específico, é disponibilizada a participação no Programa Conversa de Botequim, em que o artista conversa por cerca de 50 minutos com o comunicador do programa. Nas Rádios Comunitárias é normal a participação de artistas ao longo de programas de 1, 2 e às vezes até 4h. Por qual motivo tal iniciativa não é colocada em prática?
4- Mais: deixar sempre à mão no Desktop do seu computador versões em MP3 de artistas independentes para serem distribuídos aos seus amigos de MSN, Google Talk, email e Orkut, por exemplo.
5- Abra um espaço no seu site, página do orkut, myspace, etc para empreendimentos parceiros, também na área musical, divulgando ações dos artistas independentes e potencializando assim o fortalecimento de uma rede de circulação alternativa.
6- Você que é artista e que não consegue deixar de fazer arte direta ou indiretamente o tempo todo em sua vida, aproveite parte da sua criatividade para produção e disponibilização de conteúdo livre. As Rádios Comunitárias crescem bastante no atual momento histórico, tendo, algumas vezes, o enquadramento e a prática de iniciativas que priorizam o livre acesso à informação. Desse modo, colaborar para que esses canais cresçam e se fortaleçam é uma atitude prática no sentido de mudança da lógica excludente praticada nos espaços da grande mídia, voltada à massificação de desejos, envolvida muitas vezes em negociações excusas.
Enfim, pequenas ações que podem instaurar mudanças!
Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
Descrição
Produtora cultural que gerencia a carreira artística de Richard Serraria e do grupo cultural Bataclã FC de Porto Alegre RS. No presente momento está envolvida com o lançamento do conteúdo cultural "A teimosia da felicidade", terceiro trabalho da Bataclã FC, grupo formado em 1997 e que tem Richard Serraria como idealizador e letrista. Serraria trabalha ainda com o grupo Alabê Ôni, tambores do cone sul e mantém permanente contato o sopapo (tambor afro gaúcho) além de outras intersecções com manifestações populares no RS, visitando o Maçambique de Osório, Terno de Reis de Maquiné, Festividade do Bumba meu boi em Encruzilhada do Sul e Festividade do Quicumbi em Tavares e Mostardas além do candombe no Uruguai, Argentina (Entre Rios) e Paraguai (Kambakuá). Ainda vem, como parte de sua pesquisa de doutorado, desenvolvendo e criando canções a partir da exploração das diferentes fronteiras envolvendo a poesia (declamada sem nenhum tipo de acompanhamento, declamada com fundo musical livre, cantada com música de fundo, etc). Em paralelo a isso mantém intensa convivência e aprendizagem com mestres griôs e figuras históricas de destaque na arte de expressão popular do
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