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Descrição
A Sambada de Coco, no início era transmitida pelos Mestres João Amâncio e Zé da Hora, que no século passado realizavam entre seus parentes e a comunidade da Aldeia de Paratibe na Cidade de Paulista- PE, a manifestação espontânea e tradicional conhecida no Nordeste como Sambada de Coco. Com a morte dos mestres o coco se cala na Aldeia por quase 40 anos.
Em junho do ano de 1998 Beth de Oxum retomou a luta pela preservação da Sambada de Coco com seu marido, o percurssionista Quinho Caetés e os filhos Oxaguiam, Yalodê e Mayra Akarê - neto e bisnetos dos saudosos coquistas, articula toda a família e a comunidade, recupera a secular zabumba que era usada pelos saudosos mestres e com muita auto estima todos voltam a realizar a Sambada de Coco na Aldeia todo último sábado do mês.
Na continuidade da ação de valorização, difusão e preservação da memória da brincadeira do Coco, neste mesmo período no bairro do Guadalupe na cidade de Olinda-PE, onde Beth de Oxum já tinha articulação e mobilização popular nesta comunidade pelo seu Terreiro, deu início ao Projeto “No Guadalupe o Coco é de Umbigada”. Começando no quintal do terreiro , e por fim ganhou a rua, transformando-se na tradicional Sambada de Coco do Guadalupe,
Ao longo desses 9 anos vem mobilizando um público de aproximadamente 2.000 mil pessoas por Sambada, entre coquistas, mestres griôs, artistas, produtores culturais, educadores, gestores públicos, turistas, agentes jóvens e a comunidade e seu entorno, realizando um trabalho contínuo de inclusão sócio-cultural e geração de renda.
Recebe, oportuniza e revela diversos mestres anônimos da cultura popular do coco, construindo uma relação de convívio harmônico do passado com o presente, na perspectiva de continuidade no futuro com a brincadeira do coco e suas vertentes.
Garantir a continuidade da Sambada de Coco promoveremos a difusão desta manifestação cultural, estimulamos e geramos auto-estima em outros grupos e nas comunidades tradicionais em que os folguedos se foram com a morte dos mestres.
Em novembro de 2004 nossa ação de preservação da brincadeira do coco foi legitimada, o Ministério da Cultura reconheceu o Terreiro da Umbigada como Ponto de Cultura, onde passamos a ministrar para 64 jovens da comunidade do Guadalupe, oficinas de capacitação profissional em música, teatro, cidadania e vídeo, demonstrando uma política pública cultural comprometida com as entidades que tem a Cultura como gestão e traz o empoderamento de suas comunidades através da valorização e difusão da Cultura Popular.
Hoje vivemos um momento de ruptura e mudança de paradigma para nossa Cultura Popular, já não é mais proibido por lei sambar o coco, dançar o jongo, fazer louvação aos Orixás ou cantar as Loas dos Tradicionais Maracatús, já não convivemos com a intolerância da política pública para com as brincadeiras do nosso terreiro, vivemos um momento de empoderamento de nossas comunidades tradicionais e de auto-estima dos nossos mestres de tradição oral, embora paradoxalmente convivemos com a intolerância da mídia que ainda muito sataniza o que temos de mais sagrado.
“Promover a cultura popular é combater este histórico de intolerância e garantir a continuidade, sustentabilidade e a difusão destas brincadeiras” - Beth de Oxum
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Autor/a
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O Ponto de Cultura Coco de Umbigada, é um projeto que trabalha a inclusão social de jovens em situação de vulnerabilidade social da comunidade do Guadalupe e seu entorno, bairro que representa uma das maiores densidades demográficas e baixo IDH da cidade de Olinda. Promove a preservação da memória e a difusão da cultura negra e afrodescendente, ampliação dos direitos humanos, perspectiva e empoderamento profissional pela cultura e educação.
A falta de oportunidade para jovens de baixa renda no Nordeste não é apenas o resultado da ausência ou insuficiência de rendimento para a satisfação das necessidades básicas de sobrevivência, são fatores importantes, a exemplo da dificuldade de acesso da população aos bens e serviços socialmente produzidos. Partindo desse entendimento, impera a situação de pobreza e desigualdade social, do ponto de vista do desenvolvimento social do individuo.
Em novembro de 2004, nossa ação de preservação da brincadeira do coco foi legitimada, o Ministério da Cultura reconheceu o Terreiro da Umbigada como Ponto de Cultura, onde passamos a ministrar para 64 jovens da comunidade do Guadalupe oficinas de capacitação profissional, demonstrando uma política pública cultural comprometida com as entidades que têm a Cultura como gestão e traz o empoderamento de suas comunidades através da valorização e difusão da Cultura Popular.
A iniciativa tem como objetivo capacitar jovens na perspectiva de seu protagonismo juvenil, minimizando as distâncias sociais existentes entre diferentes grupos, oferecendo oficina de formação artística afro-brasileira: ritmo e danças de umbigada do Brasil, para formação de sua identidade negra, transmitindo saberes ancestrais do povo negro e afrodescendente e incluindo digitalmente jovens em cursos de Tecnologia de Informação e Comunicação, com material didático específico para estas categorias, em laboratório multimidia onde o jovem aprende a informática, comunicação, edição e produção de vídeo, priorizando sua integração em conjuntos sociais e mantendo sua identidade e seus costumes. Aumentando sua integração com as tecnologias de informação e comunicação para formação profissional.
O projeto prioriza o acesso à diversidade cultural, inclusão digital, atendimento alternativo e projeção social, promovendo ainda soluções sustentáveis para uma aprendizagem necessária ao individuo, dando início a seus primeiros passos para a alfabetização digital, para que este possa no mínimo interagir neste mundo cada vez mais exigente e excludente tecnologicamente.
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