Descrição
Poema intercalado Versos brancos
Eu,agora sou só eu,agora sou eu só.Nada que defina o que eu quero dizer.Espalme suas mãos.
Versos brandosEstou deitada,o corpo chora,nesse momento sem agonia,sem desespero.As palavras me mostram minhas diferenças.
Sons tão breves
Eu queria fazer um verso claro,uma manhã de sol.
Leves mantos
Mas agora é vazio e eu gosto dos dias nublados.E se eu gritasse alguém me daria a mão?
Foram me levar a palavras bruscasSão pontadas penetrando meu corpo,ouço milhões de vozes dizendo que sou fraca.E as pontas das lanças aguçando o bicho que tem dentro de mim.
Palavras mórbidasQuero definir o mundo,só vejo nojo e confusão,tec tec,o trem vai andando e dando sopapos.
Coisas sórdidas,ardência no ar E se de repente você viesse?e fosse forte e fosse lindo,monstruoso,e se fosse feroz,se fosse amor? Leva a vida ,leva o mundo,levo um fardo tão profundo e não posso mais me carregar.Verso barco,verso gordo,verso é parte,o verso todo.Verso negro verso magro,verso é rima verso é clima,verso é pardo. E se eu morresse voltaria a rimar?Sistema de Origem
Iteia
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O CUCA Recife (Centro Universitário de Cultura e Arte - Pernambuco) é um projeto de cultura da União Nacional dos Estudantes.
Trabalhamos no fomento à produção cultural universitária, seja música, poesia, cinema, dança, teatro, enfim toda a arte produzida pelos estudantes e que circula à margem do circuito comercial.
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