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Oficina ministrada durante o 18º FIG explora o conceito do princípio básico de circulação da informação através da rede
Desde o século XIX já se compreendia a força e a capacidade de alcance daquilo que viria a ser a telecomunicação. Hoje, a aliança entre as potencialidades de cada veículo de comunicação com a internet, dispensando mega infra-estruturas e intermediários, configura o espaço virtual como uma importante ferramenta de difusão e resistência política e cultural. Foi a partir dessa idéia que surgiu a oficina Do teleauxiofono à web rádio – A comunidade falando para o mundo, que aconteceu no 18º Festival de Inverno de Garanhuns, realizado no mês de julho, na cidade de Garanhuns, no Agreste pernambucano.
O curso, promovido entre 21 e 25 de julho, teve como objetivo formar jovens comunicadores, a partir do rádio e de sua força como mídia de massa, só que acentuando o caráter cidadão, do respeito e da afirmação da identidade cultural. As aulas são resultado de uma parceria entre o Ponto de Cultura Negras Raízes com o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres, primeiro Pontão de Cultura Digital de Pernambuco.
Durante cinco dias cerca de 20 jovens tiveram aulas práticas e teóricas sobre produção e realização da atividade radiofônica, orientados pelos oficineiros Gabriel Furtado e Robinho. De acordo com Robinho, a base de conhecimentos dos participantes dessa oficina foi sedimentada sobre a comunicação comunitária, para que eles tenham a oportunidade de replicar a experiência no lugar onde moram. “Ensinamos os tipos de programas de rádio, como elaborar um roteiro e as etapas necessárias para levar um programa ao ar, seja em freqüências eletromagnéticas ou via web”, descreve.
Outro diferencial do projeto é a utilização de softwares livres - plataformas que têm o código-fonte aberto podendo ser usados, copiados, estudados, modificados e redistribuídos sem nenhuma restrição - para execução das atividades. “O uso dessas tecnologias fortalece o nosso trabalho por causa da filosofia da generosidade intelectual, do compartilhamento, intrínseca ao software livre”, explica Gabriel Furtado, que também trabalha com VJing no projeto Media Sana.
O resultado da oficina, um programa de rádio com dois blocos, foi disponibilizado no site iTEIA (www.iteia.org.br).
Audiovisual - Durante o 18º FIG, o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres também ofereceu, de 21 a 25 de julho, a oficina Comunicação em Vídeo: A Imagem Fala, procurando revelar as vivências locais de acordo com o olhar da comunidade, através do uso da imagem. Além da produção de pequenos vídeos, os alunos também foram incentivados a desenvolver senso crítico sobre os meios de comunicação.
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A cidade do Recife sedia o primeiro Pontão de Cultura Digital de Pernambuco, o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres. O CDTL tem como área de abrangência e operação os nove estados do Nordeste, contando com recursos que contabilizam R$ 555 mil, advindos do Ministério da Cultura, através do programa Cultura Viva, e da contrapartida do Centro de Formação do Educador Popular Maria da Conceição, situado no Morro da Conceição, Zona Norte da cidade. O principal objetivo do CTDL é instrumentalizar os Pontos de Cultura já em atividade na região para fortalecer a economia da cultura local, estimulando assim a geração de emprego e renda.
O CDTL foi pensado como ator fortalecedor e catalisador dos pilares culturais estimulados pelo Ministério da Cultura, sendo eles os segmentos antropológico, simbólico e econômico. Portanto, além do desenvolvimento e pesquisa em tecnologias livres e da capacitação dos usuários para utilização dos softwares livres com foco em multimídia, o projeto pretende dar visibilidade às redes de informação, articulação e cultura já existentes, formadas através das cinco diretrizes do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura, Cultura Digital, Agente Cultura Viva, Griôs e Escola Viva – assim como outros grupos organizados da sociedade civil.
Linhas de atuação do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres:
b) A realização de metareciclagem – metodologia de reaproveitamento do refugo de equipamentos de informática;
c) Produção e distribuição de conteúdo audiovisual, bem como incentivo à produção a partir dos Pontos de Cultura direcionada às TVs públicas;
d) Pesquisas sobre formatos de produção audiovisual e gerenciamento da TV pública/digital;
e) Criação de um selo independente como principal ação de incetivo ao uso de licenças de bens culturais;
f) Desenvolvimento de uma plataforma de ensino à distância a ser usada na capacitação de multiplicadores dos Pontos de Cultura do Nordeste.
Política pública - O projeto pretende dar continuidade à diretriz de Cultura Digital do projeto Cultura Viva, iniciada em 2003. Através desta linha de atuação passou a se promover o uso do software livre e ações que permitam a circulação de informação e criação de bens culturais. As primeiras ações no Nordeste começaram em 2005, com o mapeamento dos Pontos de Cultura então atuantes, articulação de atividades, capacitação dos integrantes dos Pontos multimídia com software livre, incentivo à multiplicação de conhecimento e fornecimento de suporte técnico e conceitual.
Nesta nova etapa da ação Cultura Digital, os nove Pontões de Cultura Digital - situados nos estados de Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo - agirão coordenadamente, aproveitando as potencialidades e objetivos específicos de cada um. O trabalho tende a avançar na escala do conhecimento e das iniciativas que vêem sendo realizadas desde então.
As palavras-chaves na construção dessa rede são fortalecer, estimular e aproximar. As ferramentas de produção, difusão e desenvolvimento já existem, os Pontos já traduzem a cultura e produzem elementos, ritmos e manifestações culturais há muito, e a idéia da instrumentalização é conseguir amalgamar essa estrutura.
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