Miniatura

Descrição
Faixa 01 da trilha para a obra de dança Experimento Zero
- I Love You! Soou meio clichê?
As sentenças construídas a partir do verbo AMAR, ditas com tanta freqüência nas telenovelas e nos cinemas, nos fazem banalizar o amor como um rótulo fácil de ser atribuído a qualquer situação onde podemos reproduzir na vida real os clichês e regras comerciais do poderoso mundo virtual e audiovisual, pois dentro das regras do capitalismo o AMOR é um produto.
Música romântica, beijo de língua, e happy end. Porque fazer um espetáculo sobre o amor? O que o mercado e a mídia tem feito do amor? O que nós faremos do amor? Experimentar uma forma pessoal e reconhecer que cada ser humano tem sua própria forma de amar.
Experimento Zero é fruto de uma pesquisa em torno das experiências de vida dos intérpretes e de outras pessoas cuidadosamente selecionadas. Amigos e
artistas que, como qualquer ser comum, passam por diversas experiências ao longo de suas vidas.
O experimento se dá em dois níveis. O primeiro esclarece o próprio conceito do espetáculo e sua autocrítica em relação aos clichês do Amor. O segundo nível está vinculado a uma pesquisa de expressão e movimento sistematizada em torno das heterogêneas experiências e singularidades corporais dos intérpretes, que ao ser embalada pela trilha musical traduz através da dança a visão dos autores sobre o tema.
- audio_42.mp3
Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
Descrição
Os SS surgiram no final dos anos 90 como um coletivo de artistas, jornalistas, publicitários, pesquisadores e curiosos. O grupo sempre funcionou como aglutinador de pessoas afins no propósito de produzir arte reflexiva. Imbuídos desses propósitos iniciamos em 2000 nossa produção artística produzindo Saudável Subversividade vídeo-interferência que incentiva o exercício imagético amador, afirmando que todo ser humano é um criador e por isso artista. Dentro da Universidade Federal de Alagoas, em 2001, geramos uma proposta de autogestão através da premiada instalação cênica Sábia Sarjeta. Em 2002, fomos premiados pela Capital Americana da Cultura, com o projeto Uma Janela Para Cada Balanço. Em julho recebemos cinco prêmios no Festival Nordestino de Teatro-PB e Parte do grupo passou a integrar o Projeto de Integração de Atores do Nordeste no Centro de Pesquisas Teatrais do Nordeste em Fortaleza-CE. Em 2003, com a vinda de Flávio Rabelo (pesquisador multimeios), Márcia Danielli (atriz, jornalista e roteirista), Marcelo Dogat (web designer) e Vicente Brasileiro (ator e programador), o grupo se estabeleceu definitivamente como uma Ong, para poder ampliar sua atuação. Em 2004, recebemos o prêmio Alagoas Em Cena, com o projeto Pega Ladrão, mostrando um recorte didático, visceral e tristemente cômico do universo criminal, caracterizado pela banalização da violência na programação diária dos meios de comunicação. Em 2005, fomos selecionados para o Move Berlim, com o vídeodança Burka – tratando das diferentes “burkas” que cobrem as mulheres do mundo contemporâneo. Produzimos o curta metragem Bate Ferro, sobre um morador de rua, exibido na Mostra SEBRAE de Vídeos, e no projeto Curta Jaraguá. Iniciamos o projeto Desenho do Desejo, mapeado pelo Rumos Itaú Cultural Artes Visuais e pela Rede Nacional de Artes Visuais FUNARTE, construindo obras coletivas, com pessoas de diferentes lugares da América Latina. Estivemos presentes no Encontro de Teatro Popular Latino Americano – Santiago do Chile; Fórum Social Mundial – Porto Alegre e no Palco Giratório - SESC. Este projeto realiza intervenções em espaços urbanos para instaurar uma cena na confecção de obras coletivas circulando em exposições com renda revertida em ações sócio-culturais, que buscam a integração entre artistas e comunidades em situação de risco social. Criamos a Saudável Casa Subversiva, espaço alternativo de estudos e produção, que funciona periodicamente em diferentes pontos da cidade de Maceió. Iniciamos as pesquisas da Cooperativa de Performance: grupo de estudos em performance que mantém parceria com o Núcleo Transdisciplinar de Pesquisas em Artes Cênicas da UFAL. Esta cooperativa organiza periodicamente excursões da Caravana Alagoana de Arte Contemporânea na qual teve sua última excursão no III Festival Internacional de Teatro Popular em Bogotá. Atualmente dentro da cooperativa o grupo está produzindo: Espaço Relacional do Corpo Estranho, pesquisa em performance vinculada ao Programa de Pós Graduação do Instituto de Artes da Unicamp. Em 2006, implantamos Não Tenho Palavras, ação experimental de livre criação. Artistas de reconhecida competência junto com jovens recém formados. Fomos contemplados pelo Programa BNB de Cultura, com Menina Planta – projeto itinerante que difunde o uso da medicina popular. Fomos ao Festival da América do Sul – Brasil/Bolívia. Recebemos o Prêmio de Fomento a Dança FUNARTE/Petrobrás, com Quixotes, projeto multimídia que constrói uma cultura do imaginário. Em 2007, recebemos o prêmio Alagoas em Cena, com o projeto Teatro Cine Kombi e o projeto Corpos Atravessados. Iniciamos o projeto Olhar Circular no Programa Novos Brasis – nossa primeira grande parceria – no intuito de promover a inclusão digital de jovens residentes em comunidades de baixo IDH. A partir deste mesmo ano iniciamos uma reformulação dentro da Ong. onde permanecemos reelaborando os conceitos trabalhados, e desenvolvendo nossas metodologias em seminários internos.



