Descrição
TIJOLO DO MORRO DA FUMAÇA (Barulhinho Bom)
Homenagem a Paulo Leminski
Serenidades incompatíveis com o tempo
medido pelos relógios que regem a vida formal
são negações, contestam parte do pensamento
tijolo da sociedade de consumo industrial
Se me levanto com o pé trocado esquerdo
qualquer pedaço é meio pro relógio desfocar
E se meus pés deslizam pelo azulejo
desejo não há de faltar
não vai mais faltar meu beijo
Apagou o farol
avançou o sinal
eu só faço o que as luzinhas mandam
não acredito no que sai escrito no jornal
Dentro do quarto, contando semente
no ventre do vento miro o horizonte
que me vê
eu só faço o que as luzinhas mandam
eu passo o dia dando risada
do que passa na tv
Intro
Ô barulhinho bom!!!
barulhinhom que é dubom
Ser, em cidades tão perecíveis como vento
Perdido em sortilégios que prezam o espiritual
São orações, mala suerte, en-torpe-cimento
Entulho das simples cidades defumo em espirais
Se não me aguento, pulmão lotado, esqueço!
qualquer recado, email pra memória deletar
E se meus pés levitam sobre o assoalho
Desejo não há de acabar
Não vai mais faltar trabalho
Atacou o tarol, avançou o ganzá porque eu só ouço o que cuícas cantam
Eu só acredito em quem vai no bem dito carnaval
Na avenida cantando a vida fumaça que vira
surdo de primeira que me tem
eu só faço o que as cuícas ma
Canal
Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
Descrição
Produtora cultural que gerencia a carreira artística de Richard Serraria e do grupo cultural Bataclã FC de Porto Alegre RS. No presente momento está envolvida com o lançamento do conteúdo cultural "A teimosia da felicidade", terceiro trabalho da Bataclã FC, grupo formado em 1997 e que tem Richard Serraria como idealizador e letrista. Serraria trabalha ainda com o grupo Alabê Ôni, tambores do cone sul e mantém permanente contato o sopapo (tambor afro gaúcho) além de outras intersecções com manifestações populares no RS, visitando o Maçambique de Osório, Terno de Reis de Maquiné, Festividade do Bumba meu boi em Encruzilhada do Sul e Festividade do Quicumbi em Tavares e Mostardas além do candombe no Uruguai, Argentina (Entre Rios) e Paraguai (Kambakuá). Ainda vem, como parte de sua pesquisa de doutorado, desenvolvendo e criando canções a partir da exploração das diferentes fronteiras envolvendo a poesia (declamada sem nenhum tipo de acompanhamento, declamada com fundo musical livre, cantada com música de fundo, etc). Em paralelo a isso mantém intensa convivência e aprendizagem com mestres griôs e figuras históricas de destaque na arte de expressão popular do



