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A força do Ibura, bairro na Zona Sul do Recife, está presente até no significado do seu nome: água que arrebenta, fonte. Rica em manifestações culturais, centros educativos e grupos de atuação política, a comunidade apresentou, nesta quinta-feira (23), à presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, um inventário com os 135 grupos artísticos da localidade. O documento vai servir de base para a relização de ações na área de cultura em áreas com altos índices de violência no Grande Recife.
Cerca de 100 artistas – tanto do ibura quanto do Jordão e Brasília Teimosa – compareceram ao Teatro Arraial para prestigiar a solenidade, que contou com apresentações da Orquestra de Frevo Brasília Teimosa, da Companhia de Dança PE-Nambuco, do compositor Bria Sou, entre outras atrações.
Durante o encontro, Luciana apresentou o plano de gestão Pernambuco Nação Cultural, ressaltando a importância da participação popular na elaboração de políticas públicas para a cultura. “Muitas vezes, as comunidades menos favorecidas são vítimas não só da violência, como da exclusão cultural. A Fundarpe tem convicção de que só é possível mudar esse modelo de sociedade através da cultura', afirmou a presidente.
Para Zé Cleto, diretor de articulação da Rede Reação, à qual os grupos estão ligados, o encontro marca um grande avanço para a vida cultural desses bairros. 'É importante que a Fundarpe esteja abrindo um canal de comunicação como esse entre o poder público e as comunidades. Isso é fundamental para que o governo conheça mais a cultura de cada lugar', afirmou.
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Documento vai subsidiar a Fundarpe a realizar ações em áreas com altos índices de violência na Região Metropolitana do Recife
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Joana Pires
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