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Participantes da 6ª Teia Nacional receberam no dia de hoje (19) a publicação do Diagnóstico Econômico da Cultura Viva com uma importante reflexão sobre os impactos da maior política de base comunitária do Brasil.
A pesquisa foi realizada pelo Consórcio Universitário Cultura Viva (https://consorcioculturaviva.uff.br/), em parceria com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC https://www.gov.br/cultura/pt-br) entre março de 2023 e fevereiro de 2025 e recebeu 2.424 contribuições de Pontos e Pontões de Cultura das 27 unidades federativas.
O levantamento aponta dados importantes que podem orientar o aprimoramento das políticas públicas e fortalecer os arranjos produtivos, solidários e criativos que sustentam a ação cultural comunitária principalmente para as gestões municipais já que a grande maioria dos grupos, coletivos e entidades mantem suas atividades a partir de captação via editais municipais, em especial nos últimos anos com a Política Nacional Aldir Blanc.
O Diretor da Política Nacional de Cultura Viva do Ministério da Cultura e um dos coordenadores da pesquisa pelo MinC, João Pontes, destacou também os dados que demonstram os serviços que os Pontos de Cultura oferecem à sociedade “na nossa rede são mais de 3.750 Bibliotecas, cerca de 3.000 Cine Clubes, mais de 40% dos Pontos de Cultura oferecem salas de reuniões para a comunidade, fomentando e fortalecendo o tecido associativo nas suas comunidades”.
No documento apresentado, a cobertura territorial e a diversidade institucional da amostra permitem observar padrões regionais e institucionais da economia da Cultura Viva, revelando as múltiplas estratégias de sustentabilidade mobilizadas pelos Pontos e Pontões de Cultura, que combinam recursos públicos, redes comunitárias, mercados culturais e práticas colaborativas de produção e circulação cultural. É isso que revela Érica Paiva Rosa do Ponto de Cultura Coletivo Pé Vermelho de Maringá, Paraná que está na Feira da Economia Criativa e Solidária da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura “a maioria das feiras que a gente participa são feiras organizadas de forma independente às vezes elas são fomentadas por editais, mas as independentes a sempre paga para participar. Em Maringá a gente tem fomentado, a partir de editais, as nossas próprias feiras como a Zine Ingá, que é uma feira exclusiva para produção e consumo de zines e a gente também começou lá a Impressionante, que é uma feira de artes gráficas pra Maringá que até então não tinha nenhuma feira de artes gráficas, exclusivas para artistas da cidade que estão começando a sua produção e ai a gente ta nesse caminho de participar dessas outras feiras de fazer uma rede de contatos e de trazer as pessoas também para as nossas próprias feiras que estão começando em maringá”.
Também presente na feira, a artesã Franciele Fernandes da Aldeia Piraque Açú, de Coqueiral, Aracruz no Espírito Santo também fala sobre a participação em feiras e eventos em Vitória em outras cidades “onde nos chamam e gente leva o nosso trabalho para expor por que é a nossa cultura, nós somos arte”. Além da produção e exposição dos seus trabalhos, Franciele fala também sobre as trocas e circulação de saberes “o que os nossos parentes Tupinikin não tem a gente tenta ensinar eles e eles ensinam nós também. É importante ter mais espaço, a gente expõe a nossa cultura inteira, não é só a minha cultura é a cultura de todo mundo, os recursos públicos ajudam um pouco mais deveriam melhorar”
A Feira da Economia Criativa e Solidária da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, acontece de 19 a 24 de maio no Pavilhão Itaguaçú e no São Valência, no SESC Praia Formosa.
Acesse o Diagnóstico https://pesquisaculturaviva.org/diagnostico/
Por Náthaly Weber
Cobertura Colaborativa Teia 2026
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Diagnóstico Econômico da Cultura Viva apresenta a realidade e o impacto das ações dos Pontos e Pontões de Cultura em todo o país.
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Por Náthaly Weber Cobertura Colaborativa Teia 2026
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Fotos de Náthaly Weber, Washington Kuipers e Talila Vieira


