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Descrição
O barateamento dos equipamentos de informática somados a popularização da internet impulsionaram as empresas de tecnologia nacionais a se especializarem em prover boas soluções para clientes corporativos. Na última década um grande número de escolas, bancos, pequenas e grandes empresas do comércio, viram neste processo uma oportunidade de informatizar seus negócios, melhorar a oferta de serviços aos seus clientes e ter uma melhor gestão das informações.
Durante este lento processo também surgiram iniciativas de informatização de centros culturais, que através de patrocínios e leis de incentivo adquiriram equipamentos e aplicativos para apoiar artistas, educadores em oficinas e cursos.
Com o surgimento em 2004 do programa Cultura Viva uma nova demanda foi criada no mercado de tecnologia. Um dos pilares do programa idealizado pelo Ministério da Cultura visa que os centros culturais participantes trabalhem primariamente com software livre. Com o código aberto estes aplicativos podem ser baixados livremente na internet e permite que desenvolvedores locais adaptem essas soluções as necessidades dos centros. O pioneirismo do projeto trouxe desafios para o ministério causados pela necessidade de capacitação nas novas tecnologias que chegavam aos centros beneficiados.
Este desafio foi parcialmente resolvido com a agregação do projeto Cultura Digital ao programa Cultura Viva. A cultura digital que já existia em caráter experimental dentro do minC recebeu verba e a responsabilidade de informatizar os Pontos de Cultura que formavam a nova rede. Dentro deste trabalho portais web para comunicação e
disseminação de conhecimentos foram elaborados. Entre eles o Conversê, Estúdio Livre e o Mapsys. Além dos portais livres foram pesquisados e feitas oficinas nos pontos de softwares que apoiam diferentes atividades culturais como edição de áudio, vídeo e imagens. De acordo com as atividades ofertadas pelos centros culturais as equipes regionais da Cultura Digital visitavam os pontos e repassavam conhecimentos, chegando até em alguns locais a montar estúdios de gravação com ferramentas livres e materiais alternativos.
Desde o ano passado a Cultura Digital tomou novos rumos. Com a decisão do minC de abrir editais para Pontões de Cultura Digital surgiu a possibilidade de serem criados centros de excelência em tecnologias livres que apoiem a cultura. Agora em cada região brasileira estão sendo estruturados centros tecnológicos que continuaram o suporte aos atuais pontos de cultura e dos novos que se agregam a rede. As mudanças de organização da cultura digital visam também ampliar as equipe regionais que no modelo anterior não tinha condições de atender os mais de 600 pontos de cultura existentes.
Assim com a expectativa eminente de liberação de recursos destes Pontões começam a surgir demandas no mercado de tecnológico por profissionais com um perfil diferenciado das demandas corporativas. Profissionais de informática com conhecimento em ferramentas livres e vivência na área cultural são priorizados em relação a experiências em grandes empresas. Além de entender códigos é esperado também forte conhecimento audiovisual e entendimento de como prover soluções para grupos musicais, produtores independentes, artesãos e outros atores culturais presentes nos pontos de cultura atendidos pelos Pontões.
Um exemplo destas ofertas está em Porto Alegre, onde a ASL (Associação do Software Livre) proponente do Pontão Minuano tem em aberto uma vaga de desenvolvedor ainda não preenchida. Segundo Felipe Santos, coordenador do Minuano a demanda é por um profissional com experiência em PHP e banco de dados e com bons conhecimentos de moodle, wiki e drupal e interesse na área cultural. Segundo Santos os interessados
podem enviar seus currículos para o email: minuano@softwarelivre.org.
Outras oportunidades surgem do outro lado do país em Recife, onde o CDTL (Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres) pretende em breve iniciar desenvolvimentos em ferramentas multimídia livres. O objetivo é identificar melhorias em ferramentas de áudio e vídeo que beneficiem os usuários locais e ter desenvolvedores aprimorando estas ferramentas.
Com a liberação dos recursos nos próximos meses vagas semelhantes e com perfis diferentes destas estarão sendo ofertadas em outros Pontões das cinco regiões brasileiras. Com a formação desta nova rede de Cultura Digital espera-se ampliar os serviços e melhorar o suporte aos centros culturais que participam do Cultura Viva.
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Por: Pedro Jatobá
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Foto: Pedro Jatobá
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