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Descrição
Eram nove e quinze da noite quando os apresentadores deram por aberta a última rodada de shows da Esplanada Guadalajara, encerrando oficialmente a programação do 18º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2008), integrante do Festival Pernambuco Nação Cultural, promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Pela chuva que caía sobre a cidade neste sábado (26), tudo indicava que muita gente ficaria em casa, mas foi exatamente o contrário o que aconteceu. Uma multidão invadiu o mais importante palco do FIG para assistir um dos mais importantes nomes da música brasileira: Ney Matogrosso.
No auge dos seus 66 anos, exibindo corpo e saúde invejáveis, Ney abriu a noite às 22h30, logo após a apresentação do cantor Paulinho Groove. Trajando uma roupa justa, prateada, e usando um capacete à romana, o intérprete subiu ao palco entoando o clássico dos anos 80 O tempo não pára, de Cazuza, sendo logo acompanhado pelos fãs. Era o sinal para quem ainda não havia se dado conta de que Ney estava cantando para sair ao encontro do ídolo. Em poucos minutos, a Guadalajara ficou pequena para tanta gente.
Ao que parece, Ney ficou bem à vontade em Garanhuns. Mesmo sem trocar uma palavra com o público (com exceção do 'boa noite' após a primeira música), o que se viu foi uma sintonia cantor-platéia até o fim da apresentação. E uma das razões para o clima de harmonia foi produção impecável de Inclassificáveis. Em sua nova apresentação, Ney tem total liberdade para abusar das performances. Com um sofá cheio de adereços, posto no centro do palco, do artista colocava (ou tirava) um novo figurino, a cada música, gerando frisson na platéia.
Após uma hora e quinze de show - que ainda contou com a execução de versões de Veja bem, Meu Bem, de Marcelo Camelo, e Ode aos Ratos, de Chico Buarque - Ney Matogrosso se despediu da cidade das flores ao som de Pro dia Nascer Feliz, de Cazuza.
Na seqüência, subiu ao palco conjunto olindense Academia da Berlinda que, provavelmente, nunca tinha tocado para um público tão grande quanto o que compareceu à Esplanada Guadalajara na noite deste sábado. E parece que o calor do público contagiou os integrantes da banda, que fizeram uma apresentação impecável, com os hits do seu primeiro álbum, a exemplo de Envernizado, Ivete e Se ela gostar. Com um repertório de cúmbias, guarachas e breguinhas dançantes, o conjunto conseguiu animar os que permaneceram no local.
A responsabilidade de fechar o FIG 2008 foi o conjunto carioca Orquestra Imperial. Pela primeira vez no interior de Pernambuco, a banda abriu o show ao som da clássica Stairway to Heaven, música da lendária banda inglesa Led Zeppelin, só que com um arranjo de metais pra lá de dançante, indicando que a noite seria mais para gafieira do que rock. E foi o que se viu: um clima de baile, com boleros, tcha-tcha-tchás e sambas da melhor qualidade. Destaque para o baterista e cantor da Orquestra Wilson das Neves, que apresentou dois belíssimos sambas de sua autoria - O Samba é meu Dom e Era Bom.
Confira fotos e vídeos dos shows que encerraram o 18º FIG:
Ney Matogrosso [vídeo]
Ney Matogrosso [imagem]
Academia da Berlinda [vídeo]
Academia da Berlinda [imagem]
Orquestra Imperial [vídeo]
Orquestra Imperial [imagem]
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
subtitulo
Apesar da chuva intensa, platéia se manteve fiel ao ídolo para assistir ao show Inclassificáveis. Academia da Berlinda e Orquestra Imperial fecharam a programação
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Guilherme Almeida
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Isabella Valle/OlhoNu
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Show de Ney Matogrosso foi o ponto alto do dia que encerrou o festival
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