Miniatura

Descrição
(Crédito pela foto: Galeria da Comunicação – Teia 2008)
Tenho o maior respeito pelo trabalho realizado por meus amigos da Teia 2008 e anteriores. Uma ressalva, para variar minha louvação... Durante a abertura da Teia, o apresentador disse algo assim:
Feliz o povo que coloca um operário na Presidência da República!
Nada contra o Lula, a não ser pelo fato dele dar um milhão para o rico e uma migalha para o pobre, ainda que uma migalha maior, se comparada com a de FHC, o que já é um avanço. Mas astronomicamente longe da verdadeira justiça social, do verdadeiro Brasil para Todos e da verdadeira Igualdade na Diversidade.
Afinal, o povo brasileiro é incapaz de lhe dar a sustentação política para maiores avanço, caso ele realmente o deseje. Não foi assim que a geração anterior fez também com Jango, demonstrando não merecer um presidente que realmente faça o que precisa ser feito?
Lamento que ele não tenha um programa que leve a verdadeira cidadania para todos de tal forma que nosso povo compreenda melhor a realidade e a verdade sobre o país em que vive e atue para seu aprimoramento, superando séculos de dogmatismo político, religioso e materialista.
Faltaria com a verdade que conheço, se não explicasse aos meus leitores, que quem colocou o Lula lá, foram os financiadores de campanha, como grandes bancos e empresários, cuja análise está em http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/01/271416.shtml .
Claro que foi o povo, com 74 % de analfabetos e semi-analfabetos, quem votou em Lula, mas isto somente foi possível graças à publicidade pesada, feita com o dinheiro da classe que explora diariamente o trabalhador, de quem o PT alega ser o partido. Quantos brasileiros saberiam o que é uma república e estão em condições de avaliar se o Brasil se enquadra ou não em tal condição? Ou se somos uma democracia de verdade?
No poder, o PT enriquece de forma absurda a classe empresarial, que nunca ganhou tanto dinheiro, como defende o próprio Ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Esta é a esquerda que a direita gosta." Ou como diz José Saramago: Hoje só temos uma esquerda estúpida, uma plutocracia.
Explico plutocracia: trata-se do governo dos ricos, como democracia é o governo do povo, coisa que somos obrigados a acreditar que existe no Brasil, desde a escola primária e, mais tarde, pela mídia. Vivemos dentro de uma Matrix!
Em função do dia 15 de novembro, também foi muito badalada durante a Teia 2008, a Reproclamação da República, certamente demonstrando que, ou não houve proclamação, ou não houve República de fato, e isto é um bom sinal que aponta na direção do que defendo.
Nossa cultura (e a maioria das demais) permite todos os tipos de estupros conceituais, como, se afirmar que estamos numa democracia, quando quem define o resultado da eleição são os ricos, financiando a campanha de seus páus-mandados, coisa impossível ao pobre fazer.
Outro estupro conceitual é consideramos que um Estado Democrático de Direito seja a mesma coisa de um Estado Democrático de Fato. Além do mais, o Estado e a mídia nos ensina que estamos numa República, sem nos dizer a verdade, de que se trata de uma Reparticular. Permite a mentira de que há uma federação, quando os estados que a compõem são profundamente dependentes do governo central.
Enquanto não ousarmos enfrentar nossa história, como defende o Secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, não estaremos lavando e curando nossas feridas do passado. Estaremos colocando nossa sujeira debaixo do tapete, a maior das quais é acreditarmos facilmente em qualquer mentira que nos dizem.
Enquanto não revisarmos os conceitos que nos trouxeram até aqui, jamais avançaremos além da falsidade que eles representam. Precisamos ter a ousadia de dizer que há uma ditadura do poder econômico dos grandes capitalistas sobre os trabalhadores, dos brancos sobre negros e índios, dos homens sobre as mulheres, dos heteros sobre homossexuais, do latifúndio sobre os sem-terra, da economia materialista sobre a economia solidária. Etc., etc., etc.
Mas preferimos ficar dourando a pílula, tampando o sol com a peneira, pisando em cascas de ovos, e, assim, evitando cutucar a onça com vara curta ou colocar o dedo na ferida. Esta é a revolução cultural da qual necessitamos e que nos permitirá todas as outras. Mas é a mais difícil! Exige reconhecermos o quanto estamos errados em nossa visão de mundo. O quanto somos escravos de um sistema, dominado pelos mais abastados, que nos engana há 508 anos.
A questão é até quando estamos dispostos a pagar o preço de nossa liberdade. Ou seja, fazermos o que for necessário para merecer uma democracia de verdade, uma república de verdade, um igualdade na diversidade de verdade!
(*) Heitor Reis é um adolescente meso-centenário ou um centenário meso-adolescente. Engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) e articulista. Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft"). Contatos: (31) 3243 6286 - heitorreis@gmail.com - 17/11/2008
Licença
Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
Descrição
Entre os dias 12 e 16 de novembro de 2008, Brasília será ocupada por diferentes ritmos e cores. A capital do país, durante a semana em que se comemora a proclamação da república será a sede do terceiro encontro nacional dos Pontos de Cultura, que integra o programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, a TEIA 2008, o maior encontro da diversidade cultural brasileira. Mais de 800 representantes e centenas de artistas e ativistas culturais de todas as regiões do país se reunirão na Esplanada dos Ministérios em Fórum, Seminários e Mostra Artística.
Um encontro de reflexão e encantamento. Já realizada nas cidades de São Paulo, em 2006, e Belo Horizonte, em 2007, a TEIA 2008 apresenta um importante diferencial: a elaboração e execução articulada pela Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC), formada por representantes eleitos pelos próprios Pontos de Cultura.
O destaque desta edição vai para o segundo Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC), que será realizado no Auditório do Museu da República e reunirá representantes dos fóruns estaduais, das ações nacionais, além das áreas temáticas e redes que compõem o programa Cultura Viva.
Reconhecido como a instância política dos Pontos de Cultura, o fórum foi criado na TEIA 2007. Formado por representantes dos mais de 800 Pontos presentes em todo o país, o fórum da TEIA 2008 tem como principais objetivos fortalecer o Sistema Nacional de Cultura, consolidar a TEIA como espaço político-cultural dos Pontos de Cultura, fomentar a construção de marcos legais que reconheçam a autonomia e o protagonismo cultural do povo brasileiro e debater os avanços e desafios na gestão compartilhada do programa Cultura Viva.
Coletivo
tamanho
0


