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Descrição
Sem nenhuma sombra de dúvida, a Teia valoriza a cultura nacional!... Mas... Mas, mesmo assim, quem dela participou e organizou não é perfeito, coisa democrática e ditatorialmente absoluta entre os seres humanos e outros bichos.
Justamente por isto, não podemos jogar a criança fora com a água do banho! Devemos criticar as partes, considerando uma visão extremamente positiva do todo, como é neste caso.
Sempre há alguma ressalva sobre qualquer coisa, por melhor que seja ela, fato que os maniqueístas, reducionistas e ufanistas ingênuos ou maldosos não suportam! Mas, mesmo assim, vou correr este risco...
A tese já traz, em si mesma, a contradição que irá gerar a antítese, dizem os estudiosos da dialética.
É incrível como em um evento em que se visa valorizar a cultura de nosso povo, assassine, com a mais extrema naturalidade, nosso idioma. Nada contra ser poliglota, mas misturar dois idiomas e dizer palavras estrangeiras que a maioria da população não entende, é desconhecer a própria realidade em que se está inserido. Aumentar ainda mais a desigualdade existente e sem horizonte algum de quando será reduzida, enquanto se badala o contrário.
Um cara chegou para mim, perguntando se na sala cheia de computadores que utilizávamos para cobertura do evento havia um tal de "wireless".
Eu disse que ali não tinha tal coisa, somente possível nos EUA, Inglaterra, etc. Mas que tinha conexão sem fio à rede mundial de computadores. E acrescentei que o idioma oficial do Brasil era o português, o qual ele estava mutilando, ao não usar a tradução literal do termo.
O cara surtou! Disse um punhado de bobagens e foi-se embora... Mais tarde me procurou e teve a hombridade ou a mulheridade, ou ambas, de me pedir desculpas, as quais aceitei, usando de toda minha criatividade para não constrangê-lo ainda mais.
Infelizmente, este caso não é isolado, mas uma verdadeira epidemia nacional, como disse Sérgio Buarque de Holanda, pai do grande Chico: O brasileiro tem mania de macaquear o estrangeiro. Especialmente neste caso, onde o Estado brasileiro escraviza na ignorância 74 % dos brasileiros na condição de analfabetos e semi-analfabetos.
Eles desconhecem o português plenamente e, assim, são vítimas fáceis que adotam o idioma estrangeiro como forma de expressão, hipnotizados pela miserável macaquice da grande mídia e dos jornalistas mercenários, diplomados ou não, que a servem.
Nem parece que o Chefe do Executivo Federal insistiu, veementemente, na Teia anterior, defendendo o idioma oficial do Brasil:
"Dá prá falar menos inglês, prá gente como eu entender?" (Lula)
[ http://100canais.ning.com/pautas/topic/show?id=1268316%3ATopic%3A7124 ]
Aldo Rebelo do PC do B tem Projeto de Lei que visa colocar a coisa nos trilhos. Mas há quem discorde, como é natural e democrático. Aguardemos para ver no que vai dar e torçamos para que haja um debate qualificado para a felicidade geral da nação, onde predomina a ignorância sobre o que se fala, ouve e lê.
Para quem já esqueceu ou nunca soube, nosso idioma, é lindamente chamado de "A Última Flor do Lácio", local donde surgiu o latim, cuja versão mais vulgar contribuiu substancialmente para gerar a fala lusitana, agregando outras existentes, na região que veio a ser Portugal.
O português é conhecido como "A língua de Camões" (em homenagem a Luís de Camões, escritor português, autor de Os Lusíadas), "A última flor do Lácio" (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac[5]). Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma "doce e agradável".[6] [ http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa ]
Claro que há palavras difíceis de traduzir, mas seguramente, estamos exagerando nesta liberalidade, graças aos jornalistas diplomados ou não, que vendem suas consciências à grande inimiga do povo brasileiro: a mídia (Perseu Abramo e outros).
Certamente há países que defendem sua língua melhor que o Brasil, a exemplo de Portugal e Finlândia:
Nada de estrangeirismos. Quando surge um fenômeno novo em qualquer campo, a Academia de Letras se reúne para criar a palavra que vai designá-lo. O nome do autor fica registrado nos dicionários ao lado da palavra. Se quase todos os idiomas do mundo designam telefone por vocábulos mais ou menos parecidos entre si, na Finlândia criou-se o termo puhelin (de puhella, conversar), sugerido por um jornal de Porvoo em 1897. Intransigentes na defesa do idioma, nem por isso os finlandeses deixam de abrir-se ao estrangeiro, seja no tempo, seja no espaço. Boa parte da população fala sueco e inglês. Enquanto no país da última flor do Lácio, inculta e bela, discute-se se nossa língua-mãe deve ou não voltar aos bancos escolares, desde 1989 a Rádiodifusão-Televisão Finlandesa dá-se ao luxo de oferecer uma retrospectiva do noticiário internacional da semana em latim, sob o título Nuntii Latini. Se você quiser ouvi-la directe colligatio, isto é, on line, basta clicar em http://www.yle.fi/fbc/latini. Novissima emissio Nuntiorum Latinorum per rete informaticum Internet audiri potest, si in apparatu phonocharta et quoddam audioprogramma (e.g. RealAudio) inest. E-mails, isto é, inscriptio cursualis electronica, podem ser enviados para nuntii.latini@yle.fi. [http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=476 ]
Da Wikipédia também temos algo sobre esta mania de abandonar o próprio idioma para macaquer o estrangeiro, praticando o exibicionismo de termos facilmente traduzíveis para a língua pátria:
Anglicismos são termos ou expressões inglesas introduzidas na língua portuguesa, seja devido à necessidade de designar objectos ou fenómenos novos, para os quais não existe designação adequada na nossa língua, seja por uma série de motivos de carácter sociológico (ignorância da língua portuguesa, dificuldades em traduções inglês-português, aculturação, vontade de parecer "distinto", etc.) que levam à preferência por palavras inglesas, em detrimento das portuguesas. Ao se utilizar um termo inglês em vez de equivalente vernáculo, caracteriza-se por vício de linguagem, também chamado de barbarismo ou de idiotismo. [ http://pt.wikipedia.org/wiki/Anglicismo ]
Para quem já se reconhece como súdito cultural do maior país terrorista da face da Terra, especialmente quem se acredita revolucionário ou de esquerda, e deseja recuperar nossa raiz, segue a tradução de algumas palavras usadas habitualmente por nosso povo, para início do processo. Ou defender o que é nacional é sempre coisa da direita?
Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS) = Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida (SIDA)
coffe break = parada, pausa ou intervalo para o café ou merenda
compact disc (CD) = disco compacto (DC)
delivery = entrega
DeoxyriboNucleic Acid (DNA) = Ácido DesoxirriboNucleico (ADN)
franchising = franqueamento ou franquia
hard disc (HD) = disco rígido (DR)
hotdog = cachorro quente
internet = rede mundial ou rede internacional
link = anelo, vínculo, elo, ligação, caminho
marketing = mercadologia, mercância ou comércio [ http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing ]
mouse = rato
on line = na linha
shopping center = centro de compras
software = programa
wireless = sem fio
Segue abaixo, a contribuição de Zeca Baleiro para reforçar esta causa:
[ http://professortexto.blogspot.com/2008/01/anglicismo-o-cacete.html ]
Samba do "Approach" (1999)
"Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat
Eu tenho savoir-faire
Meu temperamento é light
Minha casa é high-tech
Toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é cool
Meu passado já foi trash
Fica ligada no link
Que eu vou confessar, my love
Depois do décimo drink
Só um bom e velho engov
Eu tirei o meu green card
E fui pra Miami Beach
Posso não ser pop star
Mas já não sou nouveau riche
Eu tenho sex-appeal
Saca só meu background
Veloz como Damon Hill
Tenaz como Fittipaldi
Não dispenso um happy end
Quero jogar no dream team
De dia macho man
E de noite uma drag queen"
(*) Heitor Reis é um adolescente meso-centenário ou um centenário meso-adolescente. Engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) e articulista. Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft"). Contatos: (31) 3243 6286 - heitorreis@gmail.com - 18/11/2008
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Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
Descrição
Entre os dias 12 e 16 de novembro de 2008, Brasília será ocupada por diferentes ritmos e cores. A capital do país, durante a semana em que se comemora a proclamação da república será a sede do terceiro encontro nacional dos Pontos de Cultura, que integra o programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, a TEIA 2008, o maior encontro da diversidade cultural brasileira. Mais de 800 representantes e centenas de artistas e ativistas culturais de todas as regiões do país se reunirão na Esplanada dos Ministérios em Fórum, Seminários e Mostra Artística.
Um encontro de reflexão e encantamento. Já realizada nas cidades de São Paulo, em 2006, e Belo Horizonte, em 2007, a TEIA 2008 apresenta um importante diferencial: a elaboração e execução articulada pela Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC), formada por representantes eleitos pelos próprios Pontos de Cultura.
O destaque desta edição vai para o segundo Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC), que será realizado no Auditório do Museu da República e reunirá representantes dos fóruns estaduais, das ações nacionais, além das áreas temáticas e redes que compõem o programa Cultura Viva.
Reconhecido como a instância política dos Pontos de Cultura, o fórum foi criado na TEIA 2007. Formado por representantes dos mais de 800 Pontos presentes em todo o país, o fórum da TEIA 2008 tem como principais objetivos fortalecer o Sistema Nacional de Cultura, consolidar a TEIA como espaço político-cultural dos Pontos de Cultura, fomentar a construção de marcos legais que reconheçam a autonomia e o protagonismo cultural do povo brasileiro e debater os avanços e desafios na gestão compartilhada do programa Cultura Viva.
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