Miniatura

Descrição
Certo dia um pobre cão abandonado
Perambulando solitário pela rua
Olhou pro céu e viu brilhar aquela lua
Que entre as nuvens governava seu reinado
E o pobre bicho de tristeza embriagado
Soltou um uivo que soou em sustenido
E se prostrando ante o chão desguarnecido
Em um adeus olhou pro céu mais uma vez,
Fechou os olhos e deixou de ser freguês
Daquela vida que tornou-lhe um falecido
E esse cão dormiu um sono tão comprido
Que acordou-se transvertido em estrela
Que com a lua ilumina uma centelha
Das ditas noites que acalantam os vencidos.
Vendo que tudo que passou tinha valido
Hoje irradia alegria em ser um astro
E pr’outros cães é um suporte, um forte mastro
Que não se sente mais um lixo abandonado.
Paquera as nuvens e por elas é beijado
Num movimento para o qual se faz um lastro...
João Pessoa, 17/08/2008.
Canal
Tag
abandonado | cão | esperança | ilusão | jessé costa | triste
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Nascido em 14 de novembro de 1987 na cidade de Timbaúba-PE, onde foi criado até os 18 anos; em 2005 mudou-se para João Pessoa-PB para cursar Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal da Paraíba. Em 2011 pegou o beco pra Belo Jardim-PE, onde foi exercer a profissão de engenheiro numa grande indústria pernambucana. Começou a escrever e publicar poesias populares, matutas e cordeis em seu site no ano de 2008. Apaixonado pela simplicidade e beleza do "mêi do mato", é devoto da poesia popular e matuta. Um Poeta que costuma definir sua poesia como sendo "um menino sem mãe, correndo doido em cima do muro que serapa a loucura da razão"; quando questionado, emenda logo que não tem nada de inspiração; e sim doidiça - uma doidiça poética da pior espécie.
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