Miniatura

Descrição
É possível visualizar nesse Engenho o funcionamento primitivo de uma moenda movida à tração animal. O trabalho desenvolvido é absolutamente manual, a cana de açúcar vem transportada por carro de boi (cada carro carrega cerca de 300 quilos), sendo depois moída no engenho e, por fim, transformada em doces, como rapadura e tijolo. A moagem é feita por meio de cilindros instalados sob uma estrutura de madeira que é a responsável direta por essa operação:
Esta técnica foi muito empregada, na época da colonização e depois superada pela roda d’água. A moenda movida à tração animal pode ser descrita da seguinte forma: É erguida uma estrutura em madeira que tem no centro um eixo espiral. Na extremidade superior é colocada uma trave longa e arqueada que chega até a altura do pescoço do boi. Ao comando do dono, os animais passam a andar em círculos, movendo a moenda que é composta por dois grossos cilindros de ferro dispostos na horizontal e paralelos um ao outro. A medida que os cilindros giram, a cana de açúcar vai sendo colocada
entre eles, obtendo-se o caldo.
Após a moagem, o caldo da cana é despejado numa gamela grande de madeira sendo posteriormente levado para o cozimento em tachos de cobre que se encontram numa cozinha próxima ao local da moagem. O forno contínuo acomoda cinco tachos que são alimentados pelo próprio bagaço da cana. Segue abaixo fotos explicativas do procedimento:Após fervura do caldo, se obtém o chamado melaço da cana e, a partir daí, o mel é apurado até o ponto de preparo para rapadura, tijolo doce e alfenim. Depois são desenformados e colocados em um galpão para secagem. Durante o dia são feitos vários tachos. Durante o período de moagem, que acontece três ou quatro semanas durante o ano geralmente entre os meses de outubro e novembro, o Engenho emprega cerca de 20 pessoas que se revezam no preparo dos doces e no tangimento dos bois presos nas almanjarras (traves de madeira) para moagem da cana de açúcar.
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Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Renata Echeverria é jornalista, formada em 1994 pela Universidade Católica de Pernambuco. Durante 11 anos trabalhou como apresentadora e editora de texto na TV Globo. Atualmente trabalha na Diretoria de Preservação, da Fundarpe. passou no processo de seleção simplificada realizado pela Fundação em dezembro de 2008.
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Roberto Carneiro
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Engenho José Benzota




