Miniatura

Descrição
O tempo me tem feito pensar aos extremos, mas como sempre se vão os carros e ficam os bois, perdem-se os bons e os mais ou menos ficam a corromper o crescimento, é assim o viver atual; entre perdas e ganhos alguns sobrevivem pulsando e repulsando os últimos metros cúbicos da pura arte.
Senti tamanha tristeza ao receber a notícia do encantamento de Mestre Salustiano em agosto passado, mas o que me traz por essas linhas é uma de minhas rotineiras perguntas: Até quando resistiremos sem alguém para nos substituir? Há muito se fala de um dos personagens folclóricos da dança do cavalo marinho que Salú tanto amava o Mateu. “Quem pariu seu Mateu que balance!” Não é assim que dizem? Mas no meio cultural, quantos novos talentos temos criado e gerado para nos substituir ao fim de nossa trajetória, ou será que em breve teremos um tônico que nos transforme em alienados personagens de games para continuarmos a viver e ser salvos após clicar na opção continue? Talvez isso não seja possível...
Não posso esconder que existe algo de positivo dos últimos acontecimentos, não serei mesquinho a tal ponto, mas os bons frutos precisam superar os maus e não vice-versa; contudo um dia se aprende ou vamos ter que esperar uma nova versão do mês de fevereiro com 32 dias para isso? É hora de levantarmos a bandeira cada vez mais alto, desde o início de nossa vivência através desta coluna isso tem acontecido, estão prontos para alargar os passos e as fronteiras da mente e da arte? É a hora de saber com quantos paus se faz uma canoa, e quem sabe “se a canoa não virar...” chegaremos lá!
O combate contra os besteiróis de primeira linha deve ser intensificado, sejamos criativos, deixemos a inspiração natural contemplar o nosso ser e no fim se não der certo tenho certeza que dará mais do que certo. Mas o que fazer quando remamos contra a maré? Logo saberemos!
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PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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