Miniatura

Descrição
Certo dia estava um jovem rico a passear pelas ruas de sua cidade; coberto de soberba e luxúria passava por todos sem ao menos compartilhar um olhar. Sempre que se aproximavam dele, repugnava com severidade tal que, em poucos instantes, mais humilhadas as pessoas ficavam. Talvez seu comportamento fosse fruto da vida sofrida que teve, sobrevivendo sem seus pais (que desapareceram de forma inesperada), levando muitos pontapés da vida até chegar à sua atual posição social.
Esse jovem, que se imaginava num pedestal de cristal acima da sociedade foi, em certa vez, abordado por um senhor, pobre e mal-cheiroso, quando chegava à sua casa. Esta pobre criatura disse a ele as seguintes palavras: 'meu jovem, sou um pobre homem sem ninguém, se ao menos me der uma moeda, ficarei muito feliz, e grato também.' O jovem, agindo com desprezo e ojeriza ao pobre senhor, deu-lhe um empurrão e mandou que este homem deixasse essa vida de vagabundo e procurasse algo a fazer.
Triste e humilhado, o senhor disse: 'meu jovem, além de pobre e sozinho, sou um homem doente, meus braços já não me obedecem e minhas pernas de fracas padecem, mas por piedade eu lhe rogo apenas uma moeda.' Neste momento o jovem, com um tom a mais de arrogância, retrucou, dizendo, com palavras frias ao pobre homem, que se ele está doente é porque, em sua vida, foi uma pessoa incompetente. Após ter falado tais coisas, ergueu a cabeça e entrou em sua casa, quente e confortável, enquanto o pobre senhor, doente, dormia no chão duro e frio das calçadas da vida.
Os dias iam se passando, e todavia que o jovem chegava perto de casa, era abordado pelo mesmo senhor, com o mesmo diálogo, no entanto, seu fôlego a cada dia ia se esvaindo, enquanto o jovem arrogante sempre o retrucava. Até que um dia o jovem mandou a polícia tirar aquele senhor de perto de sua casa e levá-lo para o centro da cidade, onde teria mais pessoas para pedir esmolas.
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Iniciei minha vida na arte aos 3 anos de idade, quando comecei a ter aulas de piano. Hoje sou um instrumentista, cantor, pintor, gourmet, escritor e fotógrafo. Enfim, sou amante da arte.
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Filipe de Vasconcelos Gomes
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Minh'alma



