Miniatura

Descrição
Com a reviravolta causada pelos festejos juninos algumas coisas anormais se passaram no meio do forrozinho nosso de cada dia, a inovação de algumas drilhas e a incorporação de alguns ritmos forasteiros invadiram as comemorações de canto a canto no estado; vimos do axé, até danças as ciganas.
Irei conter-me de alguns comentários mesmo sabendo que eles são mais do que merecidos referente as últimas comemorações, apenas espero que tanta agitação não seja em razão das vésperas de mais um período eleitoreiro, realmente coisa de gente grande. O entusiasmo do povo, esse não mudou apesar de ter sido mais cauteloso em virtude da crise econômica que ainda assusta parte de nossa gente. Mas em relação a essa suposta inovação nos ritmos... Rolou muita patifaria em ritmo de quadrilha, poluição mental oriunda dos que há muito tempo não tem nada produtivo para pensar e fazer em relação a instrução cultural e social (mesmo sabendo que – cultural e social - andam juntas).
Acredito que nos próximos festejos regionais também teremos uma bandinha de valsa, mas creio que acharão brega e principalmente que não rende favores... Com essa invasão desmedida dos forasteiros no estado a essência das tradições está sendo mudada para a banalidade que a “falsa mídia” nos empurra goela abaixo; e ainda somos obrigados a aceitar embora muitas vezes fosse comentado por alguns: acho “o toque bonitinho” ou até de forma mais grave “só danço pelo toque não ouço a letra da música”. Não sei se estou ficando louco ou as pessoas evoluíram a tal ponto que conseguem retirar a voz dos cantores dessas bandinhas enquanto elas tocam e conseguir dançar ao mesmo tempo? Devem no mínimo ter um bom estúdio para isso! Se for tenho que buscar um desses para conseguir uma receita para acabar com a peste que ensina maledicência ao povo!
É assim mesmo creio estar doidão e vendo chifre em testa de cavalo ou estar vendo alguns juízos dilacerados por esse chifrezinho invisível que anda causando tanto dano...
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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