Miniatura

Descrição
OLHA O PASSARINHO...
É bem provável que todos conheçam esta rústica do século XIX, porém muito mais do que olhar um simples passarinho é a essência que este dito esconde em suas letras e que serve de análise para mais uma de nossas questões.
O retratista (fotógrafo da época) tinha o hábito de colocar uma gaiola sobre a sua câmera para prender a atenção dos que posavam para uma fotografia, e nós será que posamos para alguma coisa? Creio que não seja necessário responder, posamos de bobo para capa de revista diariamente vocês não acham? Em miúdos se diz que “mais vale uma passarinho na mão do que dois voando” o que concordo plenamente, mas o que se faz quando somos os passarinhos presos nas mãos e gaiolas do descaso?
Os ditames originais da cultura estão a tornarem-se transgênicos pela falsa crença de “inovação” e falta de bom senso, assim tudo vai caminhando para um fim desalentador causado por mesquinhos interesses. Mesmo em canto funéreo as notas fluem lentamente, mas bem que poderiam ser mais rápidas...
Os canoros feridos e rejeitados ainda entoam seu solitário tom e vez por outra as suas são ouvidos nas profundas do anonimato. Esses sons são apreciados de vez em quando e só não morreram por causa do bom gosto de uma minoria enquanto os demais estão a cantarolar o refrão das lapadas em algum lugar que prefiro não comentar... Olha o passarinho!
Até ...............................
Cleydson Monteiro
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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