Miniatura

Descrição
Grande parte dos mais frustrantes acontecimentos faz-me lembrar o compasso de uma simples canoa em meio à tormenta das águas nervosas, onde remando para todas as direções acabamos na maioria das vezes a beira do riacho ou da praia a ver os navios nos horizontes distantes a gerar grande peso em nossa consciência.
Numa letra musical bem conhecida pelos jovens ouvimos: 'tem dias que os dias passam devagar, tudo se foi, nada restou...'; posso dizer que este teor é verdadeiro, porque se os dias passassem mais rápido do que o normal seríamos transformados em sucata 'RACIONAL' num piscar de olhos por que aos poucos deixamos escapar por entre os dedos os vestígios mais peculiares de nossa identidade raiz. Até parece que dançamos frevo vestidos com a bombacha (traje típico do rio grande do sul), é evidente que somos um povo unilateral, mas que precisa urgentemente criar vergonha na cara para ser bem sincero, para criar hábito de cultuar as suas origens. Não deixando de lado a necessidade de aprender das outras vivências desde que a nossa torne-se prioridade.
É assim que os paus da canoa começam a afastar-se! Um após outro, e na falta de elementos para substituí-los acabamos caindo na mesmice que virou moda: 'e se a canoa não virar...' E o que mais me impressiona é que ela sempre vira! Sempre afirmo que não busco ser pessimista de nenhuma forma, mas que razões tenho para acreditar no oposto? Logo o remo da canoa será perdido na desordem psicológica que vivemos, se nada fizermos. Para os que não sabem nadar creio que chegou a hora de aprender por questões de sobrevivência!
'Mas tudo passa, tudo passará...' só espero não ter que entoar o restante da canção para relacioná-la com a situação raiz da atualidade. Ainda em termos de canoa, um filho de peixe é peixinho mesmo? Veremos qualquer dia desses...
Cleydson Monteiro
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PENC
Autor/a
Descrição
Poeta, escritor e membro da ATLA(s) Academia Timbaubense de Letras e Artes, da SPVMT - Sociedade dos Poetas Vivos e Mortos de Timbaúba e da UNICORDEL - PE - União dos Cordelistas de Pernambuco. Nascido em Timbaúba, zona da Mata Norte de Pernambuco, à 09 de fevereiro de 1986. Onde busca nos seus escritos o auto-resgate da cultura popular do Nordeste Brasileiro, fazendo uma mistura eloqüente do real com o abstrato.
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