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A famosa sanfona de 8 baixos considerada difícil de tocar foi o ponto de partida para artistas como Luiz Gonzaga e Dominguinhos se iniciarem na música. Durante décadas, o instrumento saiu de cena e perdeu espaço para as sanfonas mais arrojadas, principalmente com a explosão das bandas de forró estilizado, na década de 90. Em Salgueiro, a história é diferente com um grupo de músicos já tarimbados que estão dando a volta por cima resgatando a tradição do instrumento conhecido por sanfona pé de bode.
Na programação da Estação de Forró, a sanfona vai ganhar mais espaço ainda e terá uma noite dedicada a artistas cujos nomes reforçam a relação de amor com o tipo de fole: Antônio dos 8 baixos, Manuel do Pé de Bode, Nego do Mestre e Expedito dos 8 baixos que vão ser homenageados numa noite especial organizada pela Prefeitura. No dia 26, eles tocarão ao lado do paraibano Luizinho Calixto.
Apaixonado pelo instrumento, Antônio Pedro Silva, 22, ficou deslumbrado ainda na infância ao ver o pai tocar uma antiga pé de bode na comunidade da Mutuca. “Tinha 8 anos quando comecei a ter contato e aos 12 meu pai me liberava pra tocar nas festas que fazia nos sítios espalhados na região”. Hoje, o jovem músico tem shows agendados em diversas cidades sertanejas. Seu sonho agora é gravar um Cd e DVD com convidados que só toquem o mesmo instrumento.
“Perdemos espaço pro forró eletrônico, mas estamos cada vez firmes fazendo boa música nordestina. Não é qualquer sanfoneiro que consegue tocar uma pé de bode. É muito difícil”, desafia Antônio, ressaltando que jamais trocaria seu instrumento por uma sanfona “banhada de ouro”. Morador da comunidade de Olho D’água, a 18 quilômetros da cidade, José Eugênio Barbosa, 65 anos, mais conhecido por Nêgo do Mestre, é outro entusiasta do que ele chama de “sanfoninha danada”. Influenciado por Luiz Gonzaga desde a adolescência, mantém em seu repertório clássicos como Carolina, Assum Preto e No meu pé de serra.
Para o pesquisador Ans
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Da cidade de Salgueiro, atualmente morando na Capital Pernambucana.
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