Miniatura

Descrição
Assim morre um amor e nasce um verso,
na grama sobre a cova, esverdeada;
um verde musgo, frio e em terra imerso
é cobertor cobrindo minha amada.
A rima é triste, pobre e nublada;
a métrica enlutada compreende
que ontem muito fui, hoje mais nada;
a inspiração não mais me surpreende.
Ao custo que escrevo esse soneto
me sinto a folha d’árvore caída
que ainda vive, mas já não tem vida.
Em teu sepulcro, hoje lhe prometo
que nunca irei chorar por teu sorriso
e logo encontro a ti no paraíso.
João Pessoa, 23/01/2009.
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jessé costa | luto | poeta | soneto
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Nascido em 14 de novembro de 1987 na cidade de Timbaúba-PE, onde foi criado até os 18 anos; em 2005 mudou-se para João Pessoa-PB para cursar Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal da Paraíba. Em 2011 pegou o beco pra Belo Jardim-PE, onde foi exercer a profissão de engenheiro numa grande indústria pernambucana. Começou a escrever e publicar poesias populares, matutas e cordeis em seu site no ano de 2008. Apaixonado pela simplicidade e beleza do "mêi do mato", é devoto da poesia popular e matuta. Um Poeta que costuma definir sua poesia como sendo "um menino sem mãe, correndo doido em cima do muro que serapa a loucura da razão"; quando questionado, emenda logo que não tem nada de inspiração; e sim doidiça - uma doidiça poética da pior espécie.
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