Descrição
Sinto o pulsar das minhas veias negras
Que compasseiam pelo delírio de tantos;
Sou o que numa ilha delira,
Entre passos que de tão simples parecem sair como vindos da alma;
A alma oculta do dançar de uma criança,
Em euforia pela chuva de São Pedro lá do céu.
Sou o que olha e entoando amores distantes,
Relembra tempos que santos protegem da vida selvagem
Que sem saber construímos com nosso suor.
Sou o que vive perto do céu, em montes afogadas pela terra,
E que rindo quando se deve chorar, vive-se quando é fácil desistir, canta se deve calar.
Sou o que carrega o peso que próprio atamos
E faz brinquedo do que seriam grilhões,
Faz multicor o que a paisagem dos verdes canaviais encobria outrora.
Sou o pisar forte deste círculo de comunhão
Onde de mãos atadas, seguimos embebecidos pelo mar que apesar de tão grande,
Ainda não sacia nossa gana de nossa vida girar.
Sou estes tambores, que apesar dos açoites, nunca teimam em tornar silêncio o que de mais belo existe em nós.
Tornando a vida assim,
Esse eterno cantar divino,
Que sai do peito de nossa alma aflita
Em tardes de domingo.
Canal
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Estudante, goianense pela força do destino e pela força da alma, participa de recitais poéticos pelo Movimento Cultural Silêncio Interrompido e das exibições quizenais do Cineclube IAPOI.
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