Miniatura
Descrição
Um ponto de esperança
Reportando-nos a um dos textos pactuados numa das conferências de
cidades, num determinado trecho do mesmo, fica bastante claro o caminho
esperado para as forças populares, assim segue:
FAÇAMOS A DEMOCRACIA QUE QUEREMOS - “façamos a
democracia direta. e a autogestão comunitária. ela é a raiz social da qual
nasce, desenvolve e materializa a democracia que queremos e se desenvolve uma
nova sociedade onde os seres humanos sejam coletivamente senhores do seu
destino na vida em sociedade”
“Estamos
cada vez mais convictos de que a organização de base das populações locais é
a condição necessária para que, de fato, gere, se desenvolva e se materialize a
democracia que queremos. Na cidade e no campo, nos lugares onde vivemos,
habitamos e/ou trabalhamos, nos territórios comunitários ou fora deles,
estejamos em sintonia uns com os outros, dialogando sobre os problemas
coletivos identificados no cotidiano de vida das populações. Nesta situação
local de relação e interação, as pessoas mudam seus modos de agir, da apatia à mobilização
social, do individualismo ingênuo ao coletivismo crítico participativo, do “eu”
para o “nós” da cultura individualista para a cultura colaborativa, e da solidariedade e, do sujeito
alienado ao protagonista de ações coletivas que transformam a realidade local e
a vida das pessoas. Produz-se então a democracia direta e a autogestão
comunitária. Nela, a humanização das relações sociais, o diálogo, as interações
sociais ou comunitárias, a educação do hábito e as práticas cotidianas da
participação social”.
Em tempos sombrios, que afeta diretamente a vida do cidadão porque
seus direitos são subtraídos encontrar comunidades que ainda mantém relações
democráticas é de se considerar “Ainda nos resta alguma esperança” Outrora as
relações conflitosas entre poder público e sociedade civil impediam que em
especial as cidades, tomassem sua posição de desenvolvidas, criativas e
inteligentes. O conflito de visões e conceitos de política equivocados e
diferentes do seu verdadeiro conceito que é “a ciência do bem comum”
tornava as ações antidemocráticas, parecia querer deflagrar uma disputa: quem
pode mais nós ou o povo? no entanto servidores, governos e membros dos
legislativos na sua relação de poder, deveriam se colocar a serviço do povo.
Em tempos não muito distantes, os governantes chegavam a usar de estratégias
para evitar ou coibir a organização da sociedade em torno dos seus direitos. A
resistência a tudo isso tem dado o tom a inúmeros movimentos o que tem
dificultado a volta de situações desumanas. “A Luta continua” foi uma frase
muito usada por um político inesquecível, baiano que partiu desse mundo (19 de
fevereiro de 2000), no meio de uma batalha sem ver a continuação da mesma ou o
seu final vitorioso.
Dignas de destaque, portanto as
iniciativas da sociedade que reconhecem seus direitos assim como de um poder
público que se coloque a disposição para compreender o valor do processo
participativo e contribuir com o mesmo. Segundo estudiosos de visões
progressistas e emancipatórias isso possibilita um balanço de uma gestão pública
e um balanço de intercâmbio de problemas com a sociedade com resultados positivos
e sinalizadores “de esperanças”.
Canal
Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
tamanho
0
foto_credito
Cris Alves