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"Foi motivo de gozação geral, logo no início da abertura da Teia, um problema com o vídeo trazendo a mensagem do Ministro da Cultura. O som não era veiculado, mesmo após algumas tentativas, até que desistiram da empreitada. Inspirado, Chico Simões, que encenava um palhaço, disse: Espera, gente! É que a velocidade da luz é maior que a do som!" (Heitor Reis)
Tudo pronto para a abertura oficial da Teia 2008. O protocolo começa a seguir com algumas quebras, principalmente por parte do Secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino.
Ele se emocionou em alguns momentos e pediu palmas aos funcionários do MinC -, e do coordenador da Teia e do Ponto de Cultura Invenção Brasileira, Chico Simões - um cerimonialista nada convencional, personagem à altura de um evento como este -, de onde veio a principal intervenção desta noite.
Em determinado momento, Chico recebeu a informação de que a Equipe de Comunicação Livre da Teia ficou impossibilitada de gravar o aúdio da cerimônia.
As pessoas responsáveis pela mesa de som do Teatro Nacional (que não eram funcionários do teatro), não deram autorização para isso, nem deram justificativa para a não-autorização.
Indignado, Chico reclamou do problema e falou de censura, inclusive citando o Projeto de Lei 84/99, defendido e articulado pelo Senador Eduardo Azeredo, que supostamente trata "dos crimes contra a segurança dos sistema informatizados".
Na verdade, abre espaço para violar os direitos civis básicos de liberdade e privacidade garantidos no artigo 5º da Constituição Brasileira, criando uma situação de vigilantismo e ainda reduzindo as possibilidades da inclusão digital.
Para finalizar o protesto contra a censura e o controle, Chico bradou com fervor: Viva o "Software" (Programa) Livre!!!.
Seguindo o protocolo, teríamos a exibição de um vídeo com uma mensagem do Ministro da Cultura, Juca Ferreira. Porém, o computador travou, boicotando o ministro. Claro que os militantes do Programa ("Software") livre ali presentes não deixaram passar o fato e gritaram: é Windows...
"Consultando alguns especialistas no assunto, vários deles participando da Cobertura Colaborativa do evento, fui informado que se tratou de uma falha dos organizadores que não consideraram o fato de que o Windows não aceita formatos normalizados internacionalmente, apenas para reduzir o crescimento da conconcorrência de produtos não proprietários." (Heitor Reis, que editou este texto.)
Email:: geciolafonseca@gmail.com
URL:: www.teia2008.org - www.iteia.org.br
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Autor/a
Descrição
Entre os dias 12 e 16 de novembro de 2008, Brasília será ocupada por diferentes ritmos e cores. A capital do país, durante a semana em que se comemora a proclamação da república será a sede do terceiro encontro nacional dos Pontos de Cultura, que integra o programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, a TEIA 2008, o maior encontro da diversidade cultural brasileira. Mais de 800 representantes e centenas de artistas e ativistas culturais de todas as regiões do país se reunirão na Esplanada dos Ministérios em Fórum, Seminários e Mostra Artística.
Um encontro de reflexão e encantamento. Já realizada nas cidades de São Paulo, em 2006, e Belo Horizonte, em 2007, a TEIA 2008 apresenta um importante diferencial: a elaboração e execução articulada pela Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC), formada por representantes eleitos pelos próprios Pontos de Cultura.
O destaque desta edição vai para o segundo Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC), que será realizado no Auditório do Museu da República e reunirá representantes dos fóruns estaduais, das ações nacionais, além das áreas temáticas e redes que compõem o programa Cultura Viva.
Reconhecido como a instância política dos Pontos de Cultura, o fórum foi criado na TEIA 2007. Formado por representantes dos mais de 800 Pontos presentes em todo o país, o fórum da TEIA 2008 tem como principais objetivos fortalecer o Sistema Nacional de Cultura, consolidar a TEIA como espaço político-cultural dos Pontos de Cultura, fomentar a construção de marcos legais que reconheçam a autonomia e o protagonismo cultural do povo brasileiro e debater os avanços e desafios na gestão compartilhada do programa Cultura Viva.
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