Descrição
A despedida sempre deixa um gostinho de “quero mais” e não foi
diferente o encerramento da 50ª Festa do Estudante, em Triunfo. Em uma
belíssima noite de apresentações, o evento, integrado ao Festival
Pernambuco Nação Cultural, se despediu da cidade neste sábado (19).
Eram
22h40, quando o carioca Diogo Nogueira, filho do sambista João
Nogueira, começou a cantar no palco principal, apresentando à cidade
sambas de partido alto e enredo, incluídos no DVD Diogo Nogueira Ao
Vivo. Diogo preparou uma emocionante “surpresa” para o público, quando
começou a tocar em playback o samba Minha Missão, de autoria
do seu pai: “Quando eu canto/ é para aliviar meu pranto...”. O som
eletrônico foi interrompido e o artista, da nova geração do samba, deu
continuidade à música. E quem ouviu, se não tivesse visto, poderia
jurar que se tratava do próprio João Nogueira pela semelhança no timbre
vocal. A apresentação foi encerrada com um pout-pourri apoteótico,
incluindo sambas como Aquarela Brasileira e Vou Festejar.
Ainda
no Palco Principal, a gesticulação frenética do Maestro Forró comandou
o que se pode chamar de sincretismo musical da Orquestra Popular da
Bomba do Hemetério. Formada por 21 integrantes, a banda executa versões
arrojadas de músicas já conhecidas pelo imaginário popular,
especialmente quando se trata de carnaval, como foi o caso de Olinda, quero cantar, tocada em ritmo de um twist.
Mais
cedo, no Cine Teatro Guarany, a Cia de Dança Artefolia comoveu a
platéia, com o espetáculo Preto no Branco. A peça faz referência à
evolução do frevo, e intrinsecamente à do carnaval, mostrando com
linguagem e coreografia simples, porém delicadas, situações cotidianas
das festas que fomentaram o ritmo pernambucano, denotando toda beleza,
alegria, malemolência, malícia e até mesmo a violência presente nos
passos do frevo.
No Palco Coreto teve apresentação da Orquestra
Pernambucana de Choro que – acompanhada por quatro maestros, seis
instrumentos de corda, seis de sopro, três percursionistas e quatro
vocais – tocou marchinhas de carnaval e, claro, chorinhos e chorões.
Finalizando o evento, a Orquestra Edição Extra manteve o público
dançando até às 6h, com clássicos variados, desde I will Survive, de Glória Gaynor, passando por A Bilirrubina, conhecida na voz de Eddie Martin, e Será, de Legião Urbana.
Balanço – Em 1958, os então estudantes triunfenses Jairo de Sá, Freitinha, Lula
e Fernando Diniz, Luiz Gonçalves, Severiano e Joaquim Antas juntaram-se
e resolveram animar as férias de julho promovendo a Festa dos
Estudantes. Mas o evento, que no início era uma das quatro grandes
noites de gala da cidade, hoje se apresenta como um evento de rua,
possibilitando a participação de toda a população, independente de cor,
sexo ou classe social.
“Triunfo saiu ganhando em termos
econômicos, turísticos e culturais com a identidade do Festival
Pernambuco Nação Cultural aplicada à Festa do Estudante”. A frase, do
diretor municipal de Cultura, Denis Gomes, encontra respaldo na
programação pensada para o evento em Triunfo.
Na 50ª edição da
Festa do Estudante, que aconteceu de 12 a 19 de julho, Triunfo recebeu
cerca de 30 atrações musicais, o 1° Festival de Cinema de Triunfo, com
exibição de 33 vídeos e filmes, oito espetáculos de artes cênicas,
plásticas e literatura. Toda essa movimentação cultural garantiu
alegria também para o setor hoteleiro da cidade, que teve, enquanto
durou o evento, todos os 700 leitos ocupados.
De acordo com a
Polícia Militar, ao longo dos oito dias da 50ª Festa do Estudante,
cerca de 3500 pessoas passaram, diariamente, pela Praça Carolino
Campos, para ver shows de artistas nacionais, regionais e locais, como
Lenine, Josildo Sá, Gatinha Manhosa, Trepidantes, Jerry Adriani,
Treminhão, Orquestra Contemporânea de Olinda e Ambrosino Martins.
A
segurança do evento foi garantida através de uma parceria entre a
Polícia Militar, que disponibilizou cerca de 110 homens por noite, com
a Polícia Civil/ Delegacia do Turista e Gerência de Polícia da Criança
e do Adolescente (GPCA) e Corpo de Bombeiros. Nenhuma ocorrência grave
foi registrada durante esse período.
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
subtitulo
Diogo Nogueira e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério deram banho de animação em Triunfo
assinatura
Maíra Brandão
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