Descrição
Depois de um dia agitado culturalmente, Gravatá dá adeus à 10° Festa da Estação com uma mistura de ritmos, característica básica do Festival Pernambuco Nação Cultural. A primeira atração do palco grande, montado no Pátio de Evento Chucre Mussa Zarzar, foi o pernambucano Antônio Carlos Nóbrega. O encerramento da festa ficou por conta da banda baiana Ara Ketu. Produzida pela Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em parceria com a Prefeitura da Gravatá, a Festa da Estação chega ao fim após três dias de festejos, com cerca de 40 atrações nas mais diversas áreas: artes plásticas, literatura, fotografia, música, circo, teatro e dança.
Esse domingo (03), contou com a finalização da intervenção plástica O Dinheiro Nosso de Cada Dia, de Ted Henrique. Desde sexta-feira (1°), o artista se apropria de troncos de árvores pelas ruas da cidade, esculpindo matrizes xilográficas e imprimindo em papéis e camisas. Às 16h, teve início o cortejo carnavalesco, como cerca de 200 artistas, que partiu na Igreja Matriz e seguiu até o Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar. Os grupos Lenhadores de Recife, Maracatudo Camaleão, Boi Matuto, Caboclinho União 7 Flechas e O Bonde levaram muitas cores e ritmo para as ruas de Gravatá. Ao chegar no pátio de eventos, cada grupo se apresentou individualmente em frente ao palco pequeno, chamado de Palco das Conexões.
Passado o cortejo, chegou a vez da literatura, com o recital poético Cadê Ascenso?, na Praça Rodolfo de Moraes. O ator Adriano Cabral espalhou algumas roupas e objetos cênicos pelo chão e começou a declamar algumas poesias de Ascenso Ferreira. Quinze poesias foram recitadas durante 50 minutos de apresentação, intercaladas com canções, performances e interação com o público.
Logo em seguida, foi a vez do artista mexicano Daniel Quesadas tomar conta da praça e atrair uma grande quantidade de curiosos. O espetáculo Cus Cus Cirkus foi assistido por mais de 250 pessoas, num clima de interação e diversão. Crianças, jovens e adultos se divertiram com as ações atrapalhadas do artista que sempre ocultava seu talento até o final do número, quando tudo dava certo. O público também pôde conferir e participar de mágicas, malabarismos e equilibrismo
A noite chegou, e trouxe a música como principal atração. Nos dois palcos montados no Pátio de Evento Chucre Mussa Zarzar, cinco atrações fizeram a festa do público, que chegava tímido ao local, por se tratar de um domingo. Alessandra Leão foi a primeira a se apresentar e Renata Rosa veio logo depois, ambas no palco pequeno.
No momento do show de Antônio Carlos Nóbrega, no Palco da Estação, como foi chamado o palco grande, cerca de cinco mil pessoas já estavam no pátio. O multiartista cantou, dançou e tocou para um público cativo. A sintonia foi tamanha que Antônio Carlos Nóbrega desceu várias vezes para dançar com as pessoas no chão, chegando até a levar uma garota para dançar côco, ao seu lado, no palco. Entre os ritmos do seu repertório estavam o xote, o frevo e a ciranda.
Terminado o espetáculo de Nóbrega, o público voltou para o palco pequeno, onde conferiu o show de Aglaia Costa, com o seu Concerto Para Rabeca. Para finalizar as apresentações desse domingo e encerrar a Festa da Estação, o público, que já lotava o pátio de eventos, prestigiou o último show do palco grande, com os baianos do Ara Ketu, sob o comando da cantora Larissa Luz. A banda embalou o público com novas canções e grandes sucessos da década de 90, como 'Ara Ketu Bom Demais' e 'Mal Acostumado'.
O Festival Pernambuco Nação Cultural dá adeus à Gravatá e segue, no próximo final de semana, para Pesqueira. No último mês, o festival passou pelas cidades de Taquaritinga do Norte, Triunfo e Garanhuns.
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Carol Araújo
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