Descrição
O Festival de Inverno de Garanhuns vem crescendo a cada ano e o setor de artes plásticas não ficou para trás. Serão 15 intervenções urbanas nesta 18º edição do festival. Algumas delas acontecem em um único dia e outras acontecem durante um período, seja repetindo a mesma ação em dias diferentes ou em um processo de execução gradual. Neste domingo (20), seis intervenções ganharam espaço pelas ruas, parques e praças de Garanhuns.
A intervenção Jogos, de Charles Douglas Martins, está em processo de execução no Parque Euclides Dourado. Consiste na grafitagem de um campo de futebol na rampa de uma pista de skate. O artista não soube explicar ao certo os motivos que o levaram a optar pelo desenho de um campo de futebol, mas lembrou que fez outras intervenções em pistas de skate no município de Caruaru. “Estou usando a pista como uma tela mesmo. Só não dá para ser mais rápido por conta do tempo frio e da chuva que não deixam a tinta secar fácil”, disse Charles, que deve demorar mais dois dias para finalizar a pintura.
O Dinheiro Nosso de Cada Dia é um projeto do artista Ted Henrique, que acontece desde o último dia 18 e segue até amanhã (21). Cada dia a intervenção acontece em um espaço urbano diferente. Nesse domingo, Ted escolheu o canteiro central da Avenida Rui Barbosa, na altura do Hotel Tavares Correia, onde se apropriou dos troncos de árvores e esculpiu matrizes, como na técnica de xilogravura. O diferencial é que suas matrizes se referem ao dinheiro ou imagens de valores monetários. As matrizes ficam a disposição das pessoas que quiserem interagir e fazer cópias.
Também faz parte da programação de artes plásticas, a produção de uma fotonovela intitulada Amante vilã - qual é o seu fim?. Idealizada e montada por Maria Simonetti, seis cartazes em formato de lambe-lambe foram espalhados por diferentes pontos da cidade: Casa Galeria Galpão, Praça Souto Filho, Esplanada Guadalajara e duas ruas do centro da cidade. Os cartazes se completam e o último número da história ficou em branco para que o público decidisse e escrevesse o final. Essa distribuição dos cartazes gerou a descontinuidade do espaço e a curiosidade nos transeuntes em buscar o resto da história.
Ainda durante a manhã, o artista João Lin, deu início a sua pesquisa de campo para a realização do projeto Vestígios – Criação em Arte Seqüencial e Audiovisual. O artista abordou algumas pessoas, que circulavam pelo Parque Euclides Dourado, e colheu depoimentos referentes a antigas lembranças, gravando tudo em áudio e vídeo. Após o passo da coleta, o artista vai editar o que conseguiu captar e transformar tudo em histórias em quadrinhos.
No período da tarde, ocorreram mais dois projetos em artes plásticas, Grafitti e Desoriente. Grafitti, não foge ao nome; é uma ação de oito grafiteiros pelos muros da cidade, devidamente autorizados pelos proprietários. Ao som do hip-hop, eles vão desenhar e colorir os muros de Garanhuns até o dia 26, último dia do FIG. Já Desoriente, do artista José Juvino, realiza intervenções mais subjetivas. Hoje, o artista enterrou parte de uma bicicleta nas areias do Parque Euclides Dourado. Produzido pelo Coletivo Casa do Marimbondo, essa é apenas uma entre três opções. As outras duas são uma porta com uma base de madeira no meio de algum espaço público e bolinhas coloridas colocadas em locais cinzentos ou sem cor. O objetivo dessa intervenção é observar como ocorre o enfretamento dos transeuntes com o ambiente urbano, suas reações e interações.
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Carol Araújo
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